22/03/08

The Hills Have Eyes (2006) & The Hills Have Eyes II (2007)

The Hills Have Eyes (2006)
A família Carter viaja pelo deserto de Novo México em direcção à Califórnia. Ao seguirem por um atalho, enganados pelo dono de uma gasolineira no meio do nada, acabam por ter um acidente e ficam com a auto-caravana imobilizada. Encontram-se numa área aparentemente deserta onde o governo Norte-Americano conduziu testes nucleares durante décadas. Durante a noite são atacados por uma família de canibais deformados. Estas deformações são resultado das radiações que ainda se fazem sentir na zona de testes.
Alexadre Aja escrevou (em colaboração com Grégory Levasseur) e realizou este remake do clássico de 1977 de Wes Craven. O próprio Wes Craven produziu esta nova versão. O original é sempre o original, disso não haja dúvida. Mas posso dizer que, de todos os remakes que foram e vão sendo feitos, este é um dos que consegue fazer jus à sua fonte de inspiração. Vê-se que é um filme feito por fãs. Este não muda muito em relação ao original, apenas foram feitas algumas adaptações e, claro está, os recursos disponíveis hoje em dia são superiores aos de há 30 anos atrás. A família Cárter é interpretada por Aaron Stanford, Kathleen Quinlan, Vinessa Shaw, Emilie de Ravin, Dan Byrd, Ted Levine. Temos ainda o grande Billy Drago como Papa Júpiter, um dos canibais psicopatas.
Quem já conhece o original já sabe o que esperar. Brutal, violento, sangrento. Fãs do original e do género em geral não sofrerão desilusões. Para os que não conseguem aguentar uma boa dose de Gore e Splatter, ficam já avisados, mantenham-se afastados! Recomendo! 90%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0454841/


The Hills Have Eyes II (2007)
Nesta sequela voltamos a encontrar a famigerada família de psicopatas nas montanhas do Novo México. Desta feita, é um grupo de recrutas da Guarda Nacional dos Estados Unidos que vai para o Sector 16 para levar material a um grupo de cientistas que está a instalar um sistema de vigilância no local. Ao chegar lá encontram o acampamento deserto. Recebem uma chamada de ajuda e alguns dos recrutas, comandados pelo seu Sargento, partem numa missão de socorro. E o resto, como se costuma dizer, é história. Já todos sabem o que vem aí!
Nesta sequela voltamos a ter a mão de Wes Craven mas, desta feita, em mais do que apenas a produção. Este escreveu o argumento em conjunto com o seu filho Jonathan Craven. A realização ficou a cargo de Martin Weisz.
Não é tão bom como a primeira parte de 2006 mas tem alguns pontos de interesse. Alguma acção, suspense e Gore fazem o todo. Mas não consegue ser tão violento como o anterior. Se já viram o anterior e gostaram, então têm aqui mais do mesmo. Embora as duas histórias não tenham qualquer relação, é uma espécie de complemento. Apenas para fãs incondicionais do género que consomem tudo e mais alguma coisa. Como eu, ha, ha!
Agora tenho de ir rever o original de 1977. E, já agora, a sequela de 1985 que nunca vi (ou pelo menos não me lembro disso) e que, segundo se diz, é péssima. Será daqueles que “é tão mau que é bom”? Depois de ver esses dois escrevo umas linhas sobre os mesmos. Para já “deliciem-se” a ver estes de 2006 e 2007. 70%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0800069/

Willy Wonka & The Chocolate Factory (1971) & Charlie And The Chocolate Factory (2005)

Willy Wonka & The Chocolate Factory (1971)
Baseado no seu próprio livro, Roald Dahl escreveu o argumento para este fantástico filme, realizado por Mel Stuart e protagonizado pelo grande Gene Wilder (Willy Wonka) e Peter Ostrum (Charlie).
Willy Wonka, o excêntrico dono de uma fábrica de chocolate, anuncia um passatempo no qual o prémio é uma visita guiada pela fábrica pelo próprio Wonka, onde poderão ficar a conhecer os segredos da mesma, assim como um fornecimento vitalício de chocolate. Quem encontrar um dos cinco bilhetes dourados escondidos nas barras de chocolate, será contemplado com o prémio. Charlie é um miúdo que sonha com encontrar um dos bilhetes mas, como a sua família é tão pobre, mal tem dinheiro para uma barra, quanto mais para várias, para poder encontrar o bilhete. Mas a sorte bate-lhe à porta quando encontra uma moeda e compra uma das barras premiadas. Junto com outros 4 miúdos insuportáveis, e respectivos acompanhantes, Charlie embarca numa experiência única. Mas o propósito de Willy Wonka é outro. Se ainda não viram o filme, não vos vou estragar a surpresa.
Uma fantasia multicolor, plena de aventura, com seres estranhos vindos de outras paragens (os Oompa Loompa), sinistra por momentos (Gene Wilder está fantástico como o excêntrico e sinistro Willy Wonka) e psicadélica até. Senão, atentem na viagem de barco pelo rio de chocolate que é uma verdadeira tripe de ácido!
Adorei quando era criança. Agora que sou adulto, tenho outro entendimento, consigo aprofundar mais a história, certas ideias, as personagens. Na altura, Willy Wonka parecia-me uma espécie de duende vindo de outra dimensão. E, como é evidente, adorava-o. Agora consigo perceber melhor a personagem e todas as nuances que são executadas na perfeição pelo grande Gene Wilder. E adoro-o ainda mais.
Um verdadeiro clássico! 100%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0067992/


Charlie And The Chocolate Factory (2005)Também gostei muito da versão do grande Tim Burton (sou grande fã do trabalho do homem) com o, já por si excêntrico, Johnny Depp como Willy Wonka (hoje em dia, quem seria melhor para interpretar a personagem do que ele?). Freddie Highmore também está muito bem como Charlie. O miúdo é uma promessa. “Charlie And The Chocolate Factory” baseia-se também no livro de Roald Dahl, daí as diferenças entre os dois filmes não serem tão grandes. É claro que esta versão mais recente tem outro ambiente mais fantasista e mais “familiar” diria até, do que propriamente psicadélico como a de 1971.
A própria personagem de Willy Wonka foi trabalhada de formas distintas. Enquanto que na versão de 1971 este é mais sinistro e não tão louco como quer dar a entender aos outros, na versão de 2005 é tão excêntrico que chega a estar desligado por completo da realidade. São perspectivas diferentes dos realizadores. As performances dos actores principais também ajudam a realçar esses perfis. Os finais também são diferentes. Diferença essa que não chega sequer a interferir com as personagens ou a história. É apenas uma pequena adição à versão de Burton que não está no primeiro filme.
Mas a versão de 1971 é a primeira, a original, a melhor. Claro está, a minha modesta opinião. Estão à vontade para discordar. 80%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0367594/

21/03/08

Wrong Turn (2003) & Wrong Turn 2: Dead End (2007)

Wrong Turn (2003)
Chris Flynn (Desmond Harrington) está a viajar para outra cidade, onde tem uma entrevista de emprego. Um acidente na estrada principal, assim como a pressa em chegar ao seu destino a tempo, levam-no a seguir uma estrada secundária pelas montanhas de West Virginia. Devido a uma falta de atenção na condução, Chris embate no num carro que está parado no meio da estrada, com os pneus furados. Fica então a conhecer um grupo de 5 amigos campistas. Decidem ir procurar ajuda. Ficam Francine e Evan (Kevin Zegers) a cuidar das viaturas enquanto que os outros, Chris (Lindy Booth), Jessie (Eliza Dushku), Carly (Emmanuelle Chriqui) e Scott (Jeremy Sisto) procuram por um telefone. Mas uma família de canibais deformados encontra-se à espreita!
Descendente directo (ou cópia descarada, como queiram) de filmes clássicos dos 70s, percursores de todos os slashers actuais, como “The Texas Chainsaw Massacre” ou “The Hills Have Eyes”, este “Wrong Turn” é mais um entre tantos outros. Um grupo de jovens que se perde no meio das montanhas; uma família de “rednecks” deformados, psicopatas, canibais. A chacina é geral mas os protagonistas safam-se no fim. A fórmula é sempre a mesma.
“Wrong Turn” agradará por certo a quem procura algumas emoções fortes mas que não consegue aguentar uma dose extra de Gore. Aqui há mais acção e suspense do que propriamente Gore. É um filme que podem ver com as namoradas mais sensíveis a este tipo de coisas. Os fãs de material mais extremo poderão ficar algo desiludidos. No entanto, não é assim tão mau que não o possam ver. Fãs diehard de slashers vão querer consumir tudo (nenhum trocadilho com o canibalismo presente no filme), este inclusive. E se não vos agradar muito, podem sempre passar o filme todo a olhar para as protagonistas! 70%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0295700/


Wrong Turn 2: Dead End (2007)
Voltamos a West Virgínia. Um Coronel reformado, Dale Murphy (Henry Rollins), é apresentador de um reality show no qual os concorrentes tentam sobreviver na floresta sob as condições mais adversas. Os concorrentes são Nina Papas (Erica Leerhsen, remake de Texas Chainsaw Massacre), Jake (Texas Battle), Amber (Daniella Alonso, The Hills Have Eyes II), Jonesy (Steve Braun), Mara (Aleksa Palladino), Elena (Crystal Lowe) e Kimberly (Kimberly Caldwell). Michael (Matthew Currie Holmes) é o realizador do programa.
Mas os jovens concorrentes e o resto da equipa cedo se apercebem que, afinal, o jogo é mais real do que parecia ao início. Mais uma vez, temos a famigerada família de canibais deformados à espreita por detrás das árvores.
A linha é a mesma de sempre.
Sequelas, remakes, cópias, tributos. O que fazer? Nada. São inevitáveis. Mudam-se apenas as vítimas e as circunstâncias. Mas este caso é um dos poucos em que se pode dizer, sem sombra de dúvida, que a sequela é muito superior ao original. Comparar no entanto os dois será algo difícil. São um pouco diferentes. O original está mais direccionado para o suspense, para os sustos de “pulo-na-cadeira”, e tem um ambiente geral mais sério. Este novo é mais directo, brutal, visual e não se leva tão a sério. Faz lembrar os clássicos da década de 70 pela ideia principal e os clássicos dos 80s em relação à descontracção e entretenimento providenciados. As pessoas que esperavam algo de mais violento, sangrento e Gore no primeiro filme e ficaram desiludidas, têm aqui um verdadeiro banho de sangue, tripas e violência extrema. Gore! Gore! Gore! Fantástico!
Gostei das reviravoltas em relação aos protagonistas. Neste tipo de filmes sabe-se logo desde o início quem é que vai sobreviver. São demasiado previsíveis. Em “Wrong Turn 2” isso não acontece. No início focamos a atenção numa ou duas pessoas, mas a seguir trocam-nos as voltas. Ok, quem vai sobreviver então são estes. Não. Mais uma reviravolta. O argumento está genial nesse sentido. E, claro, não custa nada repetir: deram mais ênfase no Gore! E se isso não chegasse, Henry Rollins está fantástico como o duro Coronel Dale. De todos os músicos que meteram um pé no cinema, se há alguém com algum talento, é mesmo Rollins. Mais um ponto positivo para o filme.
Aconselho vivamente a fãs de Slashers / Splatters / Gore. 90%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0804555/

20/03/08

The Restless / Joong-cheon (2006)

Ano 924, final da Dinastia Shilla. Os contínuos motins varrem a terra governada por um governo corrupto. As violentas forças do mal dominam e os demónios vagueiam a terra. Após ter perdido a sua noiva Yon-hwa (Tae-hee Kim) num incêndio, Yi Gwak (Woo-sung Jung), um guerreiro que tem o poder de ver espíritos, decide entrar para o exército real de caça aos demónios, Chuh-yong-dae. Mas quando todos os seus colegas guerreiros são mortos, Yi Gwak foge e abriga-se num santuário onde encontra a entrada para um mundo que fica entre o Céu e a Terra. Joongcheon, o mundo intermediário entre o céu e a terra, é um local onde as almas permanecem durante 49 dias, onde de preparam para a reincarnação. Aí encontra So Hwa (Kim Tae Hee), uma deusa que se parece fisicamente com a sua falecida amada. So Hwa, a guardiã das portas entre o reino dos mortais e o Joongcheon, encontra-se em perigo quando um exército de almas penadas tenta regressar ao mundo dos vivos. Yi Gwak vai tentar mantê-la a salvo a todo custo mas, no processo, descobre que o referido exército é liderado pelos seus antigos colegas de armas.
As actuações são excepcionais (apesar do que se diz noutras críticas feitas por entendidos, ou não, da matéria); a história é relativamente simples, mas cativante; a realização é soberba; os efeitos especiais são fantásticos e a fotografia é assombrosa, com belíssimas paisagens e uma palete de cores fortes e apelativas. “The Restless” é um belíssimo filme de fantasia épica com uma história de amor no centro das atenções e muitas artes marciais a complementar a acção. Não será uma obra-prima, mas é um excelente filme de fantasia / romance / artes marciais. Recomendo a fãs do género. 90%
RDS

IMDB:
http://imdb.com/title/tt0929261/

Anatomie 1 & 2 (2000/2003)

Anatomie (2000)
Paula Henning (Franka Potente), uma estudante de medicina, consegue uma colocação na escola de medicina de Heidelberg. Quando o corpo de um jovem que ela conheceu na viagem de comboio aparece na mesa de vivisecção, esta inicia uma investigação para apurar as misteriosas causas da sua morte, acabando por descobrir uma conspiração perpetrada por uma obscura organização anti-hipocrática, que opera na própria escola, e que realiza experiências em vítimas ainda vivas. Quando ela está prestes a desmascarar esta sociedade de contornos neo-nazis, a sua colega Gretchen (Anna Loos) torna-se vítima da mesma, encontrando-se Paula também em perigo iminente.
Outros nomes que figuram no elenco, talvez desconhecidos pela maioria dos leitores, são Benno Fürmann, August Diehl, Herbert Knaup, Heike Makatsch, Sebastian Blomberg ou Holger Speckhahn.
A meio caminho entre thriller psicológico e slasher, este filme germânico ganha alguns pontos pela ideia principal ser original, no entanto perde alguns por ser algo derivativo, pois em muito fica a dever aos seus pares vindos do outro lado do Atlântico. A mim causou-me alguma sensação pois eu tenho algum pavor a objectos cortantes. E aqui estamos a falar de bisturis bem afiados a cortar carne humana! De qualquer modo, apesar de algumas falhas, é uma alternativa válida ao já gasto filme de terror / slasher / thriller de Hollywood. Pois é meus amigos, não é só dos Estados Unidos que vêm bons filmes, qualquer que seja o género. 70%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0187696/


Anatomie 2 (2003)
Jo Hauser (Barnaby Metschurat) viaja para Berlim para se tornar interno numa clínica de prestígio. O seu objectivo é fazer investigação médica para poder ajudar o seu irmão Willi Hauser (Hanno Koffer), o qual tem uma doença hereditária degenerativa que causa paralisia progressiva do corpo e eventual morte. Com este mesmo propósito, junta-se a um grupo de investigação liderado pelo Professor Charles Müller-LaRousse (Herbert Knaup), que está a fazer pesquisas sobre o uso de músculos biónicos em seres humanos mas que o faz, no entanto, sem nenhum ética ou respeito pelas leis. Os próprios membros da equipa são voluntários para as experiências. Esta equipa de investigação, pertencente à AAA, a mesma sociedade anti-hipocrática do primeiro filme, está sob a investigação de Paula Henning (Franka Potente com uma participação especial) que entretanto integrou a polícia e está encarregue do caso. Quando Jo começa a ficar viciado em drogas usadas nas experiências, percebe o que realmente os propósitos que movem a sociedade.
A linha é semelhante à do primeiro filme, embora com algumas diferenças, pois contém menos gore e está mais direccionado para o suspense do que o anterior, que é mais directo e visual. É aqui que reside algum do interesse desta sequela, a tentativa de se destacar do original. Apesar de algumas falhas, e alguns pormenores um tanto ridículos, a meu ver, é uma boa sequela. Não é uma obra-prima, aliás está longe disso, mas é um filme minimamente interessante para quem gosta do género. 60%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0312358/

18/03/08

The Host (2006) - Trailer

The Host / Gwoemul (2006)

O filme tem início numa base militar Norte-Americana (algum duplo sentido aqui, hem?) na Coreia do Sul onde, a mando do seu superior, um cientista deita uma larga quantidade de formaldeído pia abaixo, sabendo que este irá parar ao rio Han, bem no meio da cidade. Seis anos depois, um monstro, resultante de uma mutação devida à poluição das águas com o já referido químico, surge das águas do rio e causa o pânico no parque. Uma criança, Park Hyun-seo (Ah-sung Ko), familiar dos donos do quiosque à beira do rio, é levada pela criatura para o fundo das águas do Han. O seu pai Park Gang-du (Kang-ho Song), o avô Park Hie-bong (Hie-bong Byeon), o tio Park Nam-il (Hae-il Park) e a tia Park Nam-Joo (Du-na Bae) são levados pelo exército para uma área de quarentena, junto com todos os familiares das vítimas e outras pessoas possivelmente contaminadas. Estes pensam que a menina está morta mas, durante a cerimónia fúnebre, Park Gang-du recebe uma chamada do telemóvel da filha a pedir auxílio. Este diz aos militares o que aconteceu mas ninguém acredita nele, pensando que este está a sofrer um choque pela morte da filha. Este inicia então, junto com o resto da família, uma desesperada busca pela filha.
Elementos de terror, thriller, ficção cientfica, acção, drama e alguma comédia fazem o todo neste peculiar filme. Mas não pensem que o filme é uma vulgar mistura de estilos que o tornam numa manta de retalhos. Todos os elementos estão muito bem balançados. Os excelentes efeitos especiais e de CGI (Weta Workshop, responsável por “King Kong” e “The Lord of the Rings” & The Orphanage, responsável por “Harry Potter and the Goblet of Fire” e “Sin City”) têm um papel importante em “The Host”, mas são as performances dos actores principais que sobressaem. A história pode parecer simples, e é até certo ponto, mas está bem explorada. E temos uma reviravolta no final. Não é algo que as pessoas possam estar à espera. Mas fico por aqui para não vos revelar algo que vos possa estragar o filme. É peculiar, muito peculiar, é o único que posso dizer. Um final triste ou feliz? Nem sei bem. Vejam e tirem as vossas próprias conclusões.
Para fãs de cinema Sul-Coreano, asiático em geral e filmes de criaturas / monstros. Por alguma razão o filme ultrapassou a marca dos 12 milhões de pessoas que foram às salas de cinema no país de origem. 75%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0468492/

16/03/08

Messengers (1999) - Trailer

Messengers (1999)

Este não é propriamente o tipo de filme que eu pretendia divulgar na Zona De Culto. Mas como eu não me sigo regras… E, afinal de contas, como eu não vejo só filmes de terror, ficção científica ou outras bizarrias, aqui fica a apresentação de “Messengers”. Não, não se trata do actual filme Norte-Americano de terror / suspense. É uma comédia Japonesa. E há já tanto tempo que não via um filme tão solto, divertido e animador, que este “Messenger” devia figurar aqui junto com as outras propostas.
Naomi Shimizu (Naoko Iijima) trabalha no mundo da moda e vê-se de repente confrontada com a falência da marca de roupa para a qual trabalha e, consequentemente, o encerrar da loja da qual é relações públicas. De um momento para o outro vê-se sem casa, carro, roupas, dinheiro, tudo o que tinha sido pago pela empresa. Enquanto tenta fugir no seu carro desportivo, para que este não lhe seja também retirado, atropela um estafeta que vai a passar de bicicleta. Em alternativa à prisão, esta tem de trabalhar como estafeta para a pequena empresa de Shigekazu Yokota (Hiroyuki Yabe). Este está no hospital e alguém tem de o substituir! A relação entre Hironori Suzuki (Tsuyoshi Kusanagi), o outro sócio do pequeno negócio de estafetas, e Naomi não é das melhores. As personalidades são completamente distintas. Estas fricções, aliadas a uma pequena guerra dos nosso “heróis” com outra empresa de estafetas motorizados, conduzem a um rol de situações hilariantes. Naoko Iijima é hilariante como Naomi e Tsuyoshi Kusanagi encarna na perfeição o sério e trabalhador Suzuki. Além destes conta-se no elenco o já referido Hiroyuki Yabe, Kotomi Kyono (Yuniko Abe, namorada de Yokota), Yuzo Kayama (Makoto Shimano, um ex-policia amigo dos estafetas), Shinsuke Aoki (Noriyuki Hattori, depois de ser despedido da outra agência de estafetas, passa a trabalhar com os nossos “heróis”) e Shinsuke Kyo (Takayuki Hoaokawa, dono da agência de estafetas motorizados), entre outros.
“Messengers” está recheado de 2 horas de muito humor, romance, acção e boa disposição que passam a voar (ou pedalar), pois no filme não há um único momento morno. Eu passei as 2 horas com um sorriso de orelha a orelha. Já era fã de J-Horror e agora também sou fã da comédia nipónica! Recomendo vivamente para descontrair um bocado e deixar de lado, por um momento, os filmes mais “sérios” ou esquisitos! 85%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0215993/
Pony Canyon: http://www.ponycanyon.co.jp/intl/new/right_messenger.html

Audition (1999) - Trailer

Audition / Ôdishon (1999)

Mais uma vez, ganhei coragem suficiente e sentei-me (des)confortavelmente a ver mais uma das realizações do polémico Takashi Miike.
Sete anos após a morte da sua esposa, Shigaharu Aoyama (Ryo Ishibashi), um produtor de televisão, a viver com o seu filho, começa a considerar a hipótese de se casar de novo. Impulsionado pelo seu amigo e colegas produtor, embarca numa louca ideia de fazer uma audição para um filme fictício e, desta maneira, ficar a conhecer uma mulher perfeita para si. Ao analisar os currículos, este fixa a sua atenção em Asami Yamazaki (Eihi Shiina) e, depois da audição, começa a encontrar-se com ela. A primeira parte do filme foca a sua atenção em Shigeharu, na audição e posterior relação de proximidade que se estabelece entre os dois. O ambiente do filme é mais dramático no início, chegando a atingir tons de romance a certo ponto. Após um fim-de-semana de férias, Asami desaparece sem deixar rasto. Shigeharu inicia uma busca obsessiva e, no decorrer da sua investigação, começa a perceber que o passado da mulher que tenta encontrar não é assim tão colorido. Recorrendo a um fabuloso uso de flashbacks, intercalado com a actualidade, ficamos a perceber melhor quem é Asami. Nesta altura o filme começa a transformar-se num thriller com um suspense e uma carga emocional muito forte que vai aumentando aos poucos de intensidade até ao final apoteótico e a uma cena de tortura brutal (Miike no seu meio natural). Exceptuando a parte final, bem ao jeito de Miike, “Audition” revela-nos uma outra faceta do realizador. Mas, apesar deste não ser um típico filme Miike, e ser mais orientado para o suspense, isso não impediu que na sua projecção no Rotterdam Film Festival 2000 se atingisse o recorde de abandonos, assim como na estreia na Suiça, uma pessoa desmaiou e necessitou de ajuda médica. Já vos chamei a atenção?
Este é daqueles raros filmes, difíceis de encontrar na actual Hollywood, que só no final deixa ver e perceber o quadro no seu todo. É estritamente necessário ver toda a película para a começarmos realmente a apreciar. E depois só temos vontade de voltar a carregar no “play” e ver tudo de novo, já com outro olhar mais “iluminado” e apanhar pequenos fragmentos que nos falharam da primeira (ou mais) vez. Para quem gosta de thrillers com uma história elaborada, performances excepcionais e uma realização genial, está é uma excelente aposta. Se são fãs de nomes como Hithcock, Argento, ou até Lynch, podem dar uma oportunidade a “Audition” e, que sabe através deste, vir a descobrir outros filmes de Takashi Miike. 80%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0235198/

Reincarnation (2005) - Trailer

Reincarnation / Rinne (2005)

Em 1970, um professor universitário assassina os dois filhos menores, assim como os empregados e hóspedes do hotel onde está a passar férias. Passados 35 anos, o realizador de filmes de terror e suspense Ikuo Matsumura (Kippei Shiina) está a trabalhar num filme baseado no crime. Yuka (Nagisa Sugiura), uma jovem actriz que tem o papel principal, começa a ver fantasmas durante a gravação do filme. Fantasmas que, ficamos a saber mais tarde, são os das vítimas envolvidas no já referido crime. Com o decorrer do filme somos levados a pensar que Yuka poderá ter alguma relação com uma das vítimas, mas propriamente da maneira que estamos a pensar… As vítimas clamam por vingança. Vejam e depois percebem.
“Reincarnation” tem um final surpreendente. Dos melhores que vi nos últimos tempos num filme e que acaba por atribuir à história outra profundidade. A cena das “prendas” oferecidas a Yuka, no final, é arrepiante. Não no sentido de assustar ao ponto de “dar um pulo na cadeira” mas, mais uma vez é a ideia em si e a sua compreensão. Vejam e depois percebem o que eu quero dizer.
Como habitual nos filmes Japoneses (e Asiáticos em geral) de terror e suspense, depois das revelações que nos levam a perceber muitas das pontas que ficaram soltas durante o filme, levamos com uma reviravolta que nos deixa surpreendidos e que nos leva a reorganizar os nosso pensamentos de outra maneira. Mas mesmo no fim temos ainda direito a outra reviravolta que nos remete de novo para uma reestruturação da nossa análise. É nisto que reside o meu gosto intenso por terror e suspense asiático, o facto de se recusar a dar-nos as coisas todas explicadinhas, mas sim levar-nos a pensar. E muito!
Embora contenha muitos elementos típicos do J-Horror, “Reincarnation” é mais um thriller sobrenatural do que propriamente um filme de terror. Não nos deixa perceber à primeira o que está a acontecer, e não percebemos muito bem o porquê do título do filme mas, aos poucos, vamos descobrindo o que nos querem dizer, até chegar à revelação climática, consequente reviravolta e final surpreendente.
Não me assustou particularmente pois é mais, como já referi, um thriller psicológico de contornos sobrenaturais do que propriamente terror puro. Ou talvez esteja a ficar um pouco dos elementos que se estão a tornar cliché no J-Horror, tais como a imagem do menino(a) com o rosto pálido, cabelo sobre a cara e um olhar demoníaco; fantasmas que aparecem em segundo plano; entre outros. De qualquer modo “Reincarnation”, escrito e realizado por Takashi “Ju-On” Shimizu (com a colaboração no argumento de Masaki Adachi), é um filme que irá agradar a fãs do género. Aconselho vivamente. 85%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0456630/

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