12/04/08

Meido In Akihabara / Maid In Akihabara (2006)

Anime (Animé ou Animê): é o nome dado à animação japonesa. A palavra Anime tem significados diferentes para os japoneses e para os ocidentais. Para os japoneses, anime é tudo o que seja desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional. Para os ocidentais, anime é todo o desenho animado que venha do Japão. (in Wikipedia)

Manga: O mangá ou manga é a palavra usada para designar as bandas desenhadas japonesas, o seu estilo próprio de desenho e o movimento artístico relacionado. No Japão designa quaisquer histórias em banda desenhada. Vários mangás dão origem a animes para exibição na televisão, em vídeo ou em cinemas, mas também há o processo inverso em que os animes tornam-se uma edição impressa de história em sequência ou de ilustrações. (in Wikipedia)

Otaku: termo usado em referência a uma pessoa com interesses obsessivos, em particular anime e manga. (in Wikipedia, traduzido do inglês)

Kosupure keiinshokuten / Cosplay Restaurants: são restaurantes e bares temáticos que tiveram origem em Akihabara, Tóquio, Japão, por volta do ano 2000. Incluem “Meido kafue” (maid cafes, cafés de empregadas domésticas) e “Shitsuji kissa” (butler cafes, cafés de mordomos), nos quais a equipa de funcionários se veste como elegantes empregadas domésticas (ou mordomos). Estes restaurantes e cafés tornaram-se rapidamente um poiso obrigatório para a comunidade “otaku” do Japão. Comparado com o serviço em cafés normais, o serviço em cafés “cosplay” envolve a criação de uma atmosfera bem diferente. A equipa de funcionários trata os clientes como mestres como se de uma casa particular se tratasse ao contrário do tratamento em um café ou bar normais. (in Wikipedia, traduzido do inglês).

Feitas estas explicações, passamos à série de TV em destaque. “Maid In Akihabara” é uma mini-série de televisão de 6 episódios produzida no Japão em 2005 e que foi transmitida nos inícios de 2006. Cada episódio ronda os 15 minutos, num total de 86 minutos. A série foi filmada em Akihabara, uma cidade Japonesa centro da cultura “Otaku”. A acção decorre em torno de Shinohara Saki (Mako), uma empregada de bar que tenta fugir de um grupo Yakuza depois de ter cometido um erro. Esta acaba em Akihabara a trabalhar como empregada de um “maid cafe” chamado “Meido no Myage” (Maid’s Gift). Como está desalojada, passa a dormir num cibercafé que está aberto 24 horas por dia. No seu novo trabalho, Saki tenta entender o que são os “otaku”, como funcionam os “maid cafe”, e que loucura toda é aquela. Entretanto os Yakuza chegam à cidade e tentam fazer um trato com ela.
Não sendo eu um fã de anime e manga, ao início achei isto demasiado estranho. Tal como a protagonista achou no primeiro episódio. Mais uma das loucuras Japonesas pensei eu. Mesmo estando habituado ao cinema, televisão, música e cultura moderna Japonesa no geral, estes tipos arranjam sempre qualquer coisa nova para me surpreender. Cada filme que vejo é, regra geral, sempre diferente do anterior, mais bizarro, mais louco e, consequentemente, excitante e apelativo. São coisas que, como se costuma dizer, “nem lembra ao diabo”. No primeiro episódio fiquei confuso mas, no final do mesmo, já queria ver o segundo. Ao terceiro já estava a rir-me às gargalhadas. E fiquei desiludido, porque me lembrei que só tinha mais 3 episódios para ver. No final queria mais. É uma mini-série mas, pela sua duração, pode-se dizer a que é um filme. Eu vi a série toda de “rajada”. Adorei cada segundo da mesma, apesar de não reconhecer todas as alusões a termos, nomes, programas, personagens, etc, do universo anime e manga. Primeiro estranha-se e depois entranha-se. Recomendo vivamente a fãs de anime, manga, cinema e TV Japonesesa em geral. 75%
RDS
-
-
Maid In Akihabara - Excerto

11/04/08

Soldier (1998)

Bebés do sexo masculino são seleccionados à nascença para fazerem parte de uma elite de soldados duros, frios, sem emoções, autênticas máquinas de guerra. Para o efeito, desde a nascença e até à idade adulta que são alvos de lavagens cerebrais e um treino físico extremo. Meados do século XXI. Um dos jovens que vimos durante os primeiros minutos de filme, Todd (Kurt Russell), é já um adulto. É um dos melhores soldados da sua unidade. No entanto, uma nova elite geneticamente alterada toma o lugar dos veteranos. Todd tem de lutar com um desses novos soldados, Caine 607 (Jason Scott Lee) para provar que ainda é um soldado com potencial. No entanto este é vencido e, no final da luta, pensam que está morto. O seu corpo é largado, junto com lixo tecnológico, num planeta desabitado. Mas este planeta não está desabitado e Todd encontra uma colónia de refugiados. Aqui ele é confrontado com outra realidade que não a dele, tendo de conviver com civis e, principalmente, mulheres e crianças. A sua humanidade começa a despertar. A nova raça de soldados faz uma missão de treino no dito planeta e tem ordens para eliminar toda e qualquer forma de vida, se esta existir, mesmo que seja inofensiva. Todd tem de lutar ao lado da sua nova comunidade.
“Soldier” foi escrito por David Webb Peoples, que também escreveu os argumentos para “Blade Runner” (1982) ou “Leviathan” (1989), e realizado por Paul W.S. Anderson. Além dos atrás acima referidos temos também a participação de Jason Isaacs, Connie Nielsen, Gary Busey, James Black, Michael Chiklis ou Sean Pertwee, entre outros. Um elenco de luxo, portanto.
Muita gente teima em comparar “Soldier” a “Blade Runner”, talvez pelo facto de David Peoples ter escrito ambos argumentos. Isto leva, invariavelmente, a uma certa desilusão. Não se podem comparar os dois filmes. São distintos. Além disso, “Blade Runner” é uma obra-prima, um clássico, o que torna as comparações demasiado injustas para “Soldier”. Este é um fantástico filme de ficção-científica que, apesar de algumas cenas demasiado dramatizadas ao estilo Hollywood e direccionadas para o público geral, consegue os seus intentos. Kurt Russell, mais uma vez, está irrepreensível, e consegue transmitir a personalidade fria e dura do soldado Todd, assim como a sua posterior transformação, quase sem falar. Jason Isaacs, outra mais valia no filme, está fabuloso no papel do famigerado Mekum. Como é evidente, estes dois veteranos sobressaem, mas o resto elenco, acima mencionado, também cumpra bem o seu papel. Gostei da realização, da fotografia, dos efeitos especiais, da banda sonora. Está tudo fantástico. Não é uma obra-prima, mas é um excelente filme de ficção-científica com muita acção. É simples e directo, algo que pode não se adequar ao universo da ficção-científica, habitualmente mais exagerado, mas é eficaz. Os fãs do género vão gostar e, por não ser tão exagerado como já referi, também os fãs de filmes de acção. 75%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0120157/

10/04/08

Kogyaru-gui: Oosaka Terekua Hen / Eat The Schoolgirl (1997)

Um membro de um gangue Yakuza só consegue obter prazer sexual ao assassinar as pessoas e depois masturbar-se nas feridas das mesmas. Isto sempre vestido de rapariga colegial, com peruca e tudo. Entre os assassinatos, este tem flashbacks do seu passado sangrento. Outro membro do gangue tem alguns problemas psíquicos e está sempre a pensar e a falar em sexo. Os outros membros do gangue raptam e violam mulheres; gravam sempre tudo em vídeo linha snuff-film e depois vêem e revêem as gravações. Já está bizarro o suficiente? Não? Um anjo (na forma feminina, apesar de se dizer que os anjos não têm sexo) sem asas (as feridas nas costas assim o indicam) anda sempre nua no apartamento do assassino atrás mencionado, oferece o seu corpo ao mesmo, diz-lhe que pode fazer o que quiser com ela, e dá-lhe para matar. Sangue, sexo, violações, sémen, vómito, masturbação, clisteres, estripamentos, perturbações psíquicas, violência extrema. Tudo isto e muito mais faz parte deste filme de série B. Apesar da história principal não ser bem compreensível ao longo do filme, dá para entender que o passado do “herói” não é dos mais coloridos, daí ele ter ficado com perturbações e cometer as atrocidades que comete. Nessa perspectiva, o final, assim como a frase que este profere, também se percebem perfeitamente.
Não é o melhor filme do estilo. Longe disso. Se querem algo mais “trabalhado” em, termos visuais e de argumento, então vejam um filme de Takashi Miike (“Ichi, The Killer”, por exemplo). Mas se não se importam muito com esses pormenores de argumento, realização, fotografia, etc, e gostam de cinema extremo, gore, trashy, série B, então esta é uma boa aposta. 70%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0450004/

A.F.R.I.K.A. (2002)

Yo-won (Yu-won Lee) e Min-sun (Min-sun Kim) estão fartas da sua vida e dos problemas que têm de enfrentar no dia-a-dia. Decidem tirar umas “férias” da sua vida. Pedem um carro emprestado a um amigo e fazem uma viagem. No carro (estas desconhecem que foi roubado pelo amigo) encontram duas armas. Elas pensam que são brinquedos e disparam uma acidentalmente. As armas pertencem a um polícia e a um mafioso que as perderam num jogo de cartas. Eles necessitam as armas de volta. O polícia pela razão óbvia; o mafioso, porque era uma prenda para o seu chefe. Ambos estão metidos em problemas se não as recuperam. Pelo caminho as raparigas metem-se em problemas por usar as armas num café. Ganham mais uma companheira de viagem, Young-mi (Eun-ji Jo), empregada do café. Mais confusão pelo caminho e ganham outra companheira, Jin-a (Young-jin Lee), dona de uma loja de roupa, também com problemas que a levam a deixar a sua vida quotidiana. Tornam-se heroínas de milhares de jovens pelo país fora. É até feito um website sobre as 4 raparigas e as suas aventuras. AFRIKA (Adoring Four Revolutionary Idols Korea Association) é o nome atribuído ao grupo.
Fiquei desiludido com este filme. Talvez por ter algumas expectativas algo altas depois de ter lido a sinopse e algumas críticas mais favoráveis. As personagens não são bem exploradas, o que seria muito importante para a história. Apenas nos são dados a conhecer uns pequenos pormenores das suas vidas que as levam a encetar esta aventura. Não há nada que nos leve a gostar muito delas ou querer estar no seu lugar. Falta esse background de que falei, a história e as personalidades de cada uma das personagens. Apenas acção (nem muita) intercalada com alguns momentos mais divertidos (nem muito divertidos). Sem muito “sumo”, leia-se. A cena do “duelo” entre duas das raparigas é exagerada, tanto no dramatismo exacerbado como na utilização de câmara a 360 graus. Parece quase uma sátira aos policiais de Hong Kong. O único problema é que a coisa é feita de uma maneira séria, não se tratando de uma sátira. E o final, além de previsível, é perfeitamente irreal. E as impressões digitais? E todas as balas disparadas com a arma do polícia? E as centenas de testemunhas? E muito mais falha no argumento. Não houve uma preocupação em cuidar destes pormenores. Simplesmente focaram as atenções no facto das raparigas fugirem da sua vida quotidiana, embarcarem nume aventura estilo “Thelma & Louise”, de se tornarem ídolos Pop, e na preocupação da dupla polícia / mafioso em recuperarem as suas armas. Mastiga e deita fora, tipo filme de meio calibre de Hollywood. A dupla polícia / mafioso (acompanhados por um ajudante do mafioso) é hilariante e as curtas passagens em que temos a hipótese de os ver, são mais interessantes do que propriamente as cenas com as raparigas. Outra cena engraçada, é o facto do dono da estação de serviço ser o mesmo de “Attack The Gas Station” (1999), um filme com uma temática similar. O homem é roubado novamente e obrigam-no a cantar mais uma vez. Além destes momentos altos, não há muito mais de apelativo. Há filmes muito melhores no género, não só na Coreia do Sul mas também, e principalmente, em Hong Kong. Puro entretenimento, e nada mais. Um filme mediano para quem pretende passar um bom bocado sem se preocupar muito em dissecar argumentos, actuações ou realizações. 50%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0306442/

09/04/08

Jam Films (2002)

“Jam Films” é uma antologia de 7 curtas-metragens. A linha oscila entre a ficção-científica, a comédia e o drama. A ideia é dar a conhecer o trabalho de novos talentos no cinema Japonês. Na sua grande maioria, estas curtas têm uma mensagem subentendida. Não vou estar a dissecar cada um dos temas retratados. Vou apenas dar-vos umas curtas sinopses e um breve comentário. Vejam e tirem as vossas próprias conclusões.

Intro: Inicia com uma introdução de CGI. Um cenário bem psicadélico em formato de videoclip. Simples mas eficaz.

1º Curta – The Messenger: Escrita e realizada por Ryuhei Kitamura. Ficção-científica / Thriller / Suspense. Um chefe do submundo é visitado por uma misteriosa mulher apelidada de “The Messenger”. Esta tem uma função importante e vai revelar ao mafioso algo importante sobre o seu destino. Excelente argumento e realização por parte de Kitamura. A fotografia, apesar de assentar em tons escuros (bem patentes na própria história), é um regalo para a vista. A cena do tiroteio é também assombrosa. A tensão mantém-se do início ao fim. Fabuloso. A minha favorita de toda a antologia. 95%

2º Curta – Kendama: Escrita e realizada por Tetuso Shinohara. Comédia. Um homem recebe um presente do seu patrão por ter ganho o campeonato de Sumo da empresa. Trata-se de um Kendama. Este não liga ao objecto e dá-o à sua colega. Mas depois volta atrás e quer o Kendama de volta. Mas ela não o devolve e começa a fugir. No decorrer da perseguição vai de encontro a um jovem que leva um saco com cebolas para casa. Os sacos trocam-se. Uma série de hilariantes encontros e desencontros tem início. Hilariante. A minha segunda favorita em “Jam Films”. Sem bem que eu ainda adicionaria uns 5 segundos ao final. Vejam e depois vão ter o mesmo pensamento que eu tive. 85%

3º Curta – Cold Sleep: Escrita e realizada por George Ida. Ficção-científica / Comédia. Um homem acorda de forma abrupta dentro de uma máquina de criogenia. Esta por sua vez encontra-se numa sala de uma escola primária. O homem está confuso e não sabe quem é ou onde está. Vê outras pessoas mas estas comportam-se de uma forma infantil. Todas excepto uma jovem que o vai informar do que se está a passar. Estes fazem parte de uma elite terrestre que tem de repovoar outro planeta. Mas as intenções de quem os enviou são bem diferentes. Sarcástico. Gostei, mas não é dos meus favoritos. 65%

4º Curta – Pandora / Hong Kong Leg: Escrita e realizada por Rokuro Mochizuki. Drama / Suspense. Uma mulher tem um segredo. Sofre de pé-de-atleta. Esta procura uma cura milagrosa na medicina Chinesa. Um homem encerrado numa caixa lambe os pés da mulher. Esta fica obcecada pelo homem que não conhece. De tons semi-eróticos mas bizarros. Gostei. Isto já é o tipo de material bizarro que espero do Japão. 75%

5º Curta – Hijiki: Escrita e realizada por Yukihiko Tsutsumi. Drama / Thriller / Comédia negra. Esta história tem um final depressivo. Se não quiser ver, faça uma pausa. È assim que o realizador introduz Hijiko. Fiquei imediatamente com a sensação de que iria ver algo esquisito. Um homem tem como reféns duas mulheres e uma garota. Estão sentados a comer Hijiko (daí o título do filme). A polícia tem o prédio circundado. Ficamos a conhecer o passado das personagens. As reféns tentam convencer o homem a entregar-se num momento e no outro pedem-lhe para as matar porque a sua vida não vale nada. A miúda está impávida e serena. Insulta até o sequestrador. O final é inesperado. Gostei muito deste. Mas um daqueles filmes que só poderia vir do Japão. Surreal e algo bizarro mas embalado em tons de comédia negra. 80%

6º Curta – Justice: Escrita e realizada por Isao Yukisada. Comédia. Um liceu. Enquanto decorre uma aborrecida aula de inglês, na qual se estuda o “Potsdam Declaration”, vários alunos tentar passar o tempo da “melhor” maneira. Quem se lembra dos seus tempos de liceu vai, com certeza, identificar-se com estes jovens. Um dos jovens em particular inicia um registo de pontuações. Este observa as raparigas na aula de educação física a saltar barreiras. Três equipas (vermelha, azul e verde) representam as cores dos calções de ginástica. Um ponto para cada equipa por ajeitar os calções depois de saltar as barreiras. Hilariante, mas com uma mensagem subliminar que inclui a já referida “Potsdam Declaration”. No entanto, algo difícil de assimilar a ideia principal por detrás deste “Justice”. Tenho de rever este com atenção. 80%

7º Curta – Arita: Escrita e realizada por Shunji Iwai. Drama. Desde pequena que a jovem protagonista vê uma personagem chamada Arita aparecer nos seus livros de escola, nos seus desenhos, etc. O que é Arita. Está viva ou não? Será imaginação sua? As outras pessoas não parecem conseguir ver Arita. Algo surreal esta curta. Mais uma daquelas histórias que só podiam ter saído da cabeça de um Japonês. Mais uma vez, uma mensagem implícita. 65%

Geral: 80%

RDS

IMDB:
http://imdb.com/title/tt0385791/

08/04/08

Malibu Beach (1978)

“Malibu Beach” é um filme de baixo orçamento. A acção decorre numa praia (daí o título, pois claro). Jovens de férias de verão, praia, amor, sexo, brigas constantes, bebedeiras e muita nudez (claro, isto tem de ter um atractivo qualquer). Uma jovem salva-vidas é o alvo da atenção de dois banhistas completamente diferentes entre si. Um é um normal jovem banhista em férias de verão, o outro é um egocêntrico brutamontes acabado de sair do ginásio.
O argumento não é péssimo. Não há é um argumento sequer. As falas são do mais banais e absurdas possíveis. A montagem do filme é péssima e as passagens de uma cena para outra não têm qualquer lógica. As performances dos actores / actrizes são horríveis. A banda sonora soa perfeitamente datada e deve ter apenas duas ou três músicas que são repetidas até à exaustão. O final é hilariante de tão absurdo que é. As questões do amor, da amizade, dos primeiros contactos com o sexo, etc, habituais neste tipo de comédias, não são devidamente exploradas. Estão lá ao monte, de uma maneira o mais superficial possível. Além da sempre apelativa nudez, outro factor de interesse é um cão que passa o filme a roubar os tops dos bikinis na praia. E isso dá origem a quê? A que as raparigas desatem a correr atrás do cão. Mais nudez, portanto. Ah, bendito cão!
Porque é que fui ver este filme? Pensei que ia sair outra coisa. Fiquei tão desiludido que ganhei um amoroso ódio (ou um odioso amor) a “Malibu Beach”. Um ódio de estimação, portanto. Não chega a integrar aquela categoria de “é tão mau que é bom”. É mesmo mau. Aconselhado a aqueles que, tal como eu, gostam de perder o tempo com estas atrocidades de baixo orçamento. Qualquer dia vejo isto outra vez só pelo gozo. 10% (mas bem merecidos, he, he!)
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0077895/

The Gate (1987)

A coisa é simples. Típico filme de terror dos 80s. Dois putos amigos, Glen (Stephen Dorff) e Terry (Louis Tripp), abrem um portal para o Inferno no quintal da casa de Glen acidentalmente. Coisas estranhas começam a acontecer na casa. Pequenos demónios saem do buraco no chão. São necessários dois sacrifícios humanos para que o inferno povoe a Terra de uma vez por todas. Terry, um metalhead, descobre lá em casa um disco de uma banda de Hard ‘N’ Heavy que contém indicações sobre o assunto. Pois, tinha de ser! Os dois miúdos, com a ajuda da irmã de Glen, têm de eliminar os demónios, fechar o portal e salvar o mundo.
Como já disse, típico filme de terror dos 80s. Cresci com este tipo de filmes. Lembro-me de ter visto este há uns anos atrás, quando era um miúdo. Actualmente, para meu gozo pessoal, estou a rever este material todo. Este não podia falhar. Assustador? Nem pensar. Divertido, isso sim. Nem sei como é que alguém podia ter medo na altura. Este tipo de filmes envelheceu facilmente. Hoje em dia são vistos apenas por fãs do género, como eu. Efeitos especiais típicos da altura, música pirosa de sintetizador (fixe, he, he!), argumento simples. E as actuações neste até são acima da média. É assim que eu gosto destas cenas retro, bem “kitsch”. Na linha de “House” (1986), por exemplo. Para fãs de terror dos 80s, série B e fantasia. 70%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0093075/

07/04/08

Breeders (1986)

A acção decorre em Manhattan. Um alienígena, que consegue assumir a forma física que quiser, está a violar virgens para efeitos de reprodução. A sua intenção é, pasmem-se, dominar o planeta Terra. O detective Andriotti e a doutora Pace tentam, desvendar o mistério por detrás das violações. O final é simplíssimo. Não vou contar para não vos arruinar o “clímax” do filme. Se bem que não há nada para arruinar. A coisa é do mais simples. O conceito é similar ao de “Species”. Pensem numa versão de baixo orçamento desse filme e ficam com uma ideia.
Típico série B da década de 80, baixo orçamento, péssimas performances do elenco, argumento do mais simples (é impressionante como em meados da década de 80, em Nova Iorque, todas as mulheres que aparecem são virgens, he, he), música pirosa (do tipo “sintetizador de trintão a viver na cave da casa da mãe”), muita gritaria histérica por parte das actrizes (imaginem uma sátira à cena do chuveiro de “Psycho”), efeitos especiais simples (a criatura é um tipo vestido com um fato de carnaval), e muita, mas mesmo muita nudez. Querem melhor?
Assustador? Nem pensar. Isto é tão assustador como “Gremlins” ou “Ghoulies”, he, he. Puro entretenimento. E é isso mesmo que se procura num filme destes. Apenas para fãs de série B. Os outros afastem-se porque vão achar que isto é uma bela merda. E se calhar até têm razão. 65%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0090771/

Oi Dau Dai / See You In You Tube (2008)

Ling (Elanne Kwong) e Janice (Janice Man) são as melhores amigas. Desde pequenas que competem por tudo e mais alguma coisa. Até que têm que competir pela atenção de Him (Chung Him Law), um estudante de cinema que vive com o seu primo. Him necessita de dinheiro para ajudar uma pessoa que está no hospital e começa a dar aulas de fotografia e vídeo. As raparigas, como é evidente, inscrevem-se. Him aproveita a competitividade das raparigas e começa a gravar um programa misto de “Jackass” e concurso de TV. Cada uma das raparigas escolhe 5 pessoas e depois cada uma das equipas submete-se a uma série de desafios que se tornam, cada vez mais, ousados e até perigosos. Cantar os parabéns no funeral de um membro de uma tríade; entrar numa joalharia com uma máscara de ski e uma arma falsa para comprar (sim, comprar) um colar de ouro (de salientar que em Hong Kong as joalharias são guardadas por seguranças armados); ou ainda entrar num cemitério à noite para distribuir comida aos falecidos; estes são alguns dos desafios.
Esta produção de baixo orçamento de Oxide Pang foi realizada por sete pessoas distintas (sob a designação Seven’s), na sua maioria estudantes de cinema. Á partida pode parecer algo do género do execrável “Jackass” (não chega tão ao extremo, até porque aqui é tudo fictício) ou uma típica comédia de liceu / universidade. É uma fusão de ambos, sem chegar sequer a atingir os propósitos de uma ou de outra. Há aqui ideias boas, mas não chegam a ser concretizadas na perfeição. Gostei da ideia de reunir os sete realizadores que, apesar de serem inexperientes, conseguem introduzir uma certa inovação e frescura que acaba por resultar bem a maioria das vezes. Gostei da gravação de câmara em punho. Gostei do tom de documentário que Him atribui ao seu filme dentro do filme. Nota-se que o elenco se divertiu a gravar. Isso é muito bom e ajuda ao espírito do filme. E gostei, principalmente, da cena do cemitério. Dêem uma oportunidade à pessoa que realizou essa sequência e esta poderá chegar longe! Os pontos negativos também são muitos. Diria que são quase 50/50. As personagens não são bem exploradas. A parte mais divertida do filme não é assim tão hilariante. A parte mais séria do filme e toda a questão da amizade e do amor também não são tão bem exploradas como poderiam. Juntem a isto um elenco constituído por jovens caras do espectáculo de Hong Kong (jovens actores, modelos, cantores Pop, etc) e têm filme.
No geral, pode-se dizer que as boas intenções eram muitas, mas ficaram pelo caminho. O resultado final é mediano. Vejam “See You In You Tube” com alguma abertura de mente (é diferente, isso é certo) e com alguma ligeireza (não esperem algo de transcendental, simples entretenimento). Uma mera curiosidade. Para ver com os amigos num fim-de-semana à noite e divertir-se um bocado. Nada mais. 65%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt1179057/

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...