23/08/08

Gokusen (2002-2008)

Geral: Gokusen é uma dorama baseado num manga do mesmo título. Este teve direito a 3 temporadas, além de uma temporada em anime. Yamaguchi Kumiko (Yukie Nakama) é a neta de um chefe Yakuza e a sucessora do lugar. Os seus pais faleceram quando esta era ainda uma criança e o seu avô materno acolheu-a. Mas esta não quer tomar as rédeas do negócio de família e torna-se professora como o seu falecido pai, opção compreendida pelo seu avô que quer que esta siga o seu próprio rumo na vida. Kumiko torna-se professora em Kurogin, uma escola só para rapazes e, respectivamente, da turma 3-D, uma turma de delinquentes. Estes passam a chamá-la Yankumi, de um modo trocista no início, mas de um modo afectivo com o passar do tempo. Yankumi promete fazer com que todos os alunos da sua turma 3-D consigam a graduação no liceu. Mas esta tem de ter cuidado para que a sua verdadeira identidade não venha ser descoberta, podendo vir a perder o seu emprego e, consequentemente, o seu sonho de ser professora. Aos poucos esta vai ultrapassando dificuldades, em particular a ideia pré-concebida dos outros professores, pais e vizinhos, de que estes não têm futuro e vão acabar todos expulsos. Com isto vai ganhando a confiança dos seus alunos, um a um.
Gokusen é um dorama recheado de muito humor e algum drama e romance. Yukie Nakama está perfeita no papel de Yankumi, uma franzina jovem de 23 anos que está a dar aulas pela primeira vez e que vai sempre vestida de fato-de-treino para poder “enfrentar” os seus alunos. Apesar da sua constituição física, esta teve treino de luta e artes marciais desde que foi viver com o avô e, por isso mesmo, é capaz de enfrentar uma dúzia de bandidos ao mesmo tempo e sair sem um arranhão. Habilidade que lhe vai servir de ajuda muitas vezes para safar os seus alunos de apuros fora da escola.

Em “Gokusen 1” (2002), a acompanhar Nakama, temos fantásticos actores como Ken Utsui no papel de Ryuichiro Kuroda, avô de Yankumi; Ken Kaneko como Tetsu ou Shinji Uchiyama como Minoru (dois dos membros da família Ooedo); o hilariante Katsuhisa Namase como Goro Sawatari, o Chefe de Professores, sempre contra os alunos do 3-D; e alguns dos alunos são interpretados por Jun Matsumoto (membro da banda pop Arashi, Hana Yori Dango 1 & 2), Shun Oguri (GTO, Hana Yori Dango 1 & 2, Stand Up!, Densha Otoko, Hanazakari no Kimitachi e), Yuma Ishigaki (Water Boys, Hanazakari no Kimitachi e) ou Tomohiro Waki (o único aluno que se mantém nas 3 temporadas, não como aluno, claro!), entre outros. Além de ajudar os seus alunos, esta ainda tem de conquistar o Detective Tomoya Shinohara (Iki Sawamura), objecto da sua atenção, e tentar afastar o seu parceiro, o Detective Yutaka Kashiwagi (Tadashi Sakata), que está enfeitiçado pela professora.
Depois dos 12 episódios houve ainda um especial intitulado “Gokusen Special: Sayonara 3-nen D-gumi” que não é mais do que um episódio alargado.
Esta é a melhor das temporadas, na minha modesta opinião. A original é sempre a original. 85%
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FanVideo com imagens de G1 (V6 "Feel Your Breeze", tema final da série)

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Em “Gokusen 2” (2005) volta-se à mesma fórmula. Alguns anos depois, Yankumi vai para outra escola. A turma volta a ser a 3-D. A família Ooedo é a mesma (e mantém-se na 3ª temporada), assim como voltamos a ter a presença de Kuma (Tomohiro Waki) e Sawatari (que por uma coincidência é Vice-Director da escola para onde Yankumi vai dar aulas). Nakama está mais À vontade na pele de Yankumi, há muito mais humor (gostei da ideia dos sons a acompanhar gestos e caretas), e voltamos a ter um grupo de alunos carismáticos que se destaca, entre os quais Kazuya Kamenashi (do grupo pop Kat-Tun, Nobuta wo Produce), Jin Akanishi (também dos Kat-Tun), Teppei Koike (Water Boys 2) ou Mokomichi Hayami (Densha Otoko). Tal como na primeira temporada, a professora apaixona-se por outra personagem, o professor de uma escola vizinha para raparigas, Kujo Takuma (Tanihara Shosuke). Ao mesmo tempo, está tenta afastar o professor de Educação Física Baba Seiga (Azuma Mikihisa). Apesar da repetição e constante sentimento de déjà-vu, uma boa aposta para quem gostou da 1ª série. Pois aqui estão mais 10 episódios na mesma linha. 80%
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Gokusen 2 - Excertos


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Em “Gokusen 3” (2008) a coisa já está saturada. Tudo o que foi atrás referido volta a ser repetido. Mas desta feita sem grande impacto. Não há alunos que se destaquem pelo seu carisma; Yankumi gosta de alguém e alguém gosta dela; os professores estão sempre contra os alunos do 3-D; estes não arranjam confusões mas estas vêm ao seu encontro; é tudo igual. Mas continua a haver muito humor, isso e verdade. Dá para passar um bom bocado, mas pode ser saturante, em particular a cena final de luta entre Yankumi e uma dúzia de bandidos, a qual se repete em todos os episódios. O discurso é sempre o mesmo, com palavras diferentes claro, mas vai parar aos mesmos tópicos. Vale pela cómica interacção entre Yankumi e Sawatari, assim como pela interacção entre os alunos/amigos do 3-D.
Apenas para maníacos, como eu, que gostam de ver tudo! 55%
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Gokusen 3 - Excertos




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22/08/08

The Sword And The Sorcerer (1982)

Cromwell de Aragon (Richard Lynch) ressuscita o maléfico feiticeiro Xusia (Richard Moll) e usa a sua magia negra para conquistar o trono do Reino de Ehdan, pertencente ao Rei Richard (Christopher Cary). Cromwell assassina toda a família real mas o Príncipe Talon (Lee Horsley) consegue escapar. Para sobreviver, este esconde-se e, com o passar dos anos, acaba por se tornar um grande guerreiro, com um grupo de homens ao seu serviço. Este é contratado pela Princesa Alana (Kathleen Beller) para salvar o seu irmão, o Príncipe Mikah (Simon MacCorkindale), legítimo sucessor ao trono, das garras de Titus Cromwell. Este filme de “sword and sorcery” escrito e realizado por Albert Pyun vem carregado de acção, fantasia, algum Gore, algum humor e aquele ambiente típico de série B. Heróis, guerreiros, espadas, feitiçaria, tudo faz parte e satisfaz em pleno os amantes do género. Os actores principais estão ao seu mais alto nível (em especial Horsley e Lynch); o trabalho de fotografia é fabuloso; a banda sonora de David Whitaker adequa-se na perfeição; a espada de 3 lâminas (que disparam) de Talis é um “must”; apesar de algumas deixas serem simples e derivativas, a história tem alguma complexidade para nos manter atentos. Mas, infelizmente, não há só aspectos positivos. A história tem uma falha enorme ou, então, fui eu que não percebi esse ponto (assim como toda a gente que já viu o filme). Sem querer estar a arruinar o vosso visionamento, se Talion é o filho do Rei e o trono é seu por direito, o que é que aconteceu no final? É algo confuso. Vejam o filme e depois digam qualquer coisa. Apesar deste pormenor, no final de contas, o saldo e positivo. Um excelente filme série B de “sword and sorcery” ao mais alto nível, capaz de agradar a apreciadores de Conan, Kull, etc. 80%
RDS


IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0084749/


17/08/08

Satánico Pandemonium / La Sexorcista (1975)

Há já muito tempo que andava para ver este clássico do nunspolitation Mexicano. Já havia lido umas coisas interessantes acerca do filme e, como fã “diehard” de cinema alternativo, uma película destas não me poderia passar ao lado. Já agora deixo uma pequena curiosidade sobre o título (que soa mais “agressivo” do que o filme realmente é): Quentin Tarantino e Robert Rodriguez utilizaram o título “Satánico Pandemonium” para o atribuir como nome artístico à dançarina exótica (Salma Hayek) de “From Dusk Till Dawn”.
A história é simples; a jovem freira Maria (Cecília Pezet) é confrontada com a aparição de Lúcifer (Enrique Rocha) e, a partir daí, começa a ter fantasias sexuais (e a tentar pô-las em pratica) com outras freiras e até um pastor pré-adolescente que vive perto do convento. Maria começa a ter alucinações e visões de serpentes, gatos negros, etc. Isto, aliado à sua tentativa de lutar contra a tentação, conduzem-na a uma espiral descendente que a leva à loucura. Toda a simbologia é demasiado óbvia e, diria até, simplista e “naive”. A maça, a serpente, o gato negro, etc, tudo é demasiado óbvio. Já havia lido que o filme era um pouco parado e tornava-se aborrecido. Tive essa mesma sensação, sem dúvida. O que aqui se passou em cerca de 90 minutos poderia ter sido feito em apenas uma hora, com uma evolução mais rápida das coisas. O final inesperado pode ter diversas interpretações. Eu tenho a minha mas não a vou aqui partilhar, preferindo deixar-vos pensar um pouco, e que tirem vossas próprias conclusões.
Gostei da banda sonora (alguém me ajuda a conseguir isso?), a qual se adapta muito bem ao ambiente do filme, com a sua fusão de cânticos religiosos, temas sinfónicos e sons psicadélicos e perturbadores. Gostei também do trabalho de fotografia com tons e cores quentes e apelativas.
A temática religiosa (não se esqueçam que falamos num país católico extremo como o é o México) aliada a alguma nudez, sexo, pedofilia, etc, causaram algum reboliço na sociedade Mexicana (estamos em meados da década de 70). Hoje em dia este tipo de filmes já não é tão chocante e, além disso, a temática já foi explorada de uma maneira muito melhor (um bom exemplo disso será “The Devil’s Advocate” com Al Pacino, Keanu Reeves e Charlize Theron). Mesmo assim, vale a pena conferir se são fãs de 70s exploitation / nunsploitation e filmes com temática religiosa. 50%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0070636/

Satánico Pandemonium - Excerto

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