12/09/08

Kataude Mashin Gâru / The Machine Girl (2008)

Ami Hyuga (Minase Yashiro) é a protagonista desta loucura nipónica (mais uma!). Ela é uma rapariga normal, estuda no liceu, é popular, desportista e cheia de vida. Depois do seu pai ter sido injustamente acusado de homicídio e, junto com a sua mãe, terem cometido suicídio, Ami e o seu irmão Yu (Ryôsuke Kawamura) ficaram órfãos. Ao mesmo tempo que estudam no liceu, estes tentam levar uma vida normal. Mas Yu e um amigo deste são vítimas de abuso (o chamado “bullying”) por parte de um filho de um Yakuza e o seu bando de jovens delinquentes. Até que um dia a coisa chega ao extremo e o bando mata os dois amigos. Ami começa a investigar para saber a verdade sobre quem matou o seu irmão. Esta acaba por ir para a casa dos Kimura onde é torturada e lhe é cortado o braço esquerdo com uma espada ninja. Junto com Miki (Asami), a mãe do outro rapaz assassinado, esta inicia uma vingança brutal.
Muito gore, sangue, membros decepados, tortura, violência extrema, um soutien com perfuradora, espadas ninja, uma arma ninja que arranca cabeças, etc. Um verdadeiro festim para os olhos. Tudo condimentado um humor típico do género, ou seja, um filme que não se leva a sério. Os efeitos especiais são na sua maioria primitivos, mas esse é mesmo o propósito. Ora são pequenos sacos com “sangue” ou mangueiras escondidas na roupa, cortes de imagem para colocar bonecos no lugar dos humanos no “momento da verdade”, etc. Tudo com aquele toque de série B que nós tanto gostamos. Um cheirinho a 70s exploitation (notório na fotografia) e/ou 70s Pinku ajuda ao resultado final. A banda sonora de fusão Rock e orquestral também está fabulosa e contribui para o ambiente geral. A isso adicionem ainda a típica loucura nipónica e temos filme! Para quem gosta de Gore / Splatter, “The Machine Girl” é diversão garantida do início ao fim. Apenas para fãs do género (“Braindead”, “Evil Dead” e outros que tais…). 90%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt1050160/

09/09/08

Jiang Hu / Gong Wu / Blood Brothers (2004)

A acção do filme desenrola-se em apenas uma noite. Hung (Andy Lau) é o chefe de uma tríade de Hong Kong. “Left-Hand” (Jacky Cheung) é o seu melhor amigo e braço direito na tríade. Nessa mesma noite Hung descobre duas coisas, que a sua mulher deu à luz um filho, e que está alguém a tentar assassiná-lo. “Left-Hand” diz-lhe para sair de Hong Kong, ir para a Nova Zelândia com a sua família, e deixar os negócios nas suas mãos. Este diz que vai ficar e não vai fugir. A relação entre os dois fica abalada. “Left-Hand” envia os seus homens para assassinar os 3 suspeitos da tentativa de assassinato, “Tall Man” (Eric Tsang), “Big Lungs” (Norman Chu) e “Figo” (Kiu Wai Miu), chefes menores na tríade. Mas Hung tem outros planos e pretende mostrar ao amigo o verdadeiro sentido do termo “irmão de sangue”.
Em paralelo, seguimos as aventuras e desventuras de outras duas personagens, Yik (Edison Chen) e Turbo (Shawn Yue), que lutam por poder e pelo seu lugar no submundo. A Yik foi atribuída a missão de assassinar o chefe de uma tríade. Este pede ao amigo Turbo para o acompanhar. Este trabalho dar-lhes-á a hipótese de subir no gangue.
Os actores, na sua grande maioria caras conhecidas da trilogia “Infernal Affairs”, estão ao mais alto nível, em especial os 4 principais. Os momentos altos do filme são a conversa no restaurante entre Hung e “Left-Hand” e a revelação final. Muita gente gosta de dizer, depois de ver um filme, que já estava à espera do desenlace, ou que já se havia apercebido de pormenores que só nos são apresentados no final. Pois, se alguém me disser isso em relação e este “Jiang Hu” / “Gong Wu”, não vou acreditar por certo. O que parecia uma coisa, no final é outra. E só mesmo depois da revelação é que temos outra visão da totalidade do filme. Genial! Gostei muito, como já disse, da “performance” dos actores principais (Andy Lau sempre no seu melhor), da realização de Ching-Po Wong (muito trabalho de câmara, ângulos interessantes, “slow motion” e outros que tais; por momentos algo exagerado é certo) e da banda sonora de Mark Lui. Há alguma acção, mas não muita, centrando-se o filme essencialmente na relação entre as personagens principais. Se querem perseguições, movimento, tiros e bombas, então este não é o filme certo para vocês. Apesar da grande preocupação de Ching-Po Wo no estilo do filme e na sua componente visual, este também tem uma história fabulosa. É simples, é certo, mas bem contada e eficaz. Apesar de não ser uma obra-prima, é interessante. Algo parado se estão à espera de mais movimento (mais uma vez, filme errado) mas compensador se querem algo com mais substância. Recomendo.
Deixo no final uma das frases marcantes do filme, em que Hung diz a “Left_Hand” (em inglês, sorry!): “How do you want me to say it? I say, you don't listen. If you listen, you don't understand. If you understand, you won't do it. If you do it, you do it wrong. If you do it wrong, you won't correct it. If you correct it, you're not happy. If you're not happy, you won't say. How do you want me to say it?”. 70%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0415080/


08/09/08

Jam Films 2 (2004)

“Jam Films 2” é o segundo volume desta antologia Japonesa. Enquanto que no primeiro volume temos direito a 7 curtas-metragens, aqui temos apenas 4 a rondar os 30 minutos cada. No geral, o 1º volume é muito mais apelativo a fãs de cinema alternativo e, em especial, Japonês. No entanto, este também tem os seus pontos de interesse. Os 4 realizadores convidados não têm experiência na indústria cinematográfica mas têm créditos firmados na realização de videoclips musicais. Passo então a descrever sucintamente cada uma das 4 curtas.

1ª Curta: “Kijo No Kuron (An Armchair Theory)” (“Japanese Tradition”). Realizada por Junji Kojima. Esta é a mais hilariante de todas, uma sátira aos vídeos de “know-how”. O que aqui temos é uma espécie de documentário que nos explica passo-a-passo, com algumas técnicas e dicas, o que devemos fazer no complicadíssimo mundo do romance. Basicamente, como “engatar” uma miúda no Japão. Hilariante! 85%
2ª Curta: “Clean Room”. Realizada por Eiki Takahashi. Esta é mais filosófica. Uma adolescente vive encerrada numa bolha de plástico, afastada do mundo, afastada de tudo e todos. Certo dia ela acaba por arriscar e sair da bolha. As coisas não são bem o que parecem. Gostei desta curta mas acaba por se tornar algo aborrecida se não estivermos com o devido estado de espírito. Gostaria de dizer que consegui analisar tudo na perfeição. Não foi o que aconteceu. É daquele tipo de filmes que só os intelectuais conseguem dissecar. Mesmo assim, vale a pena. 70%
3ª Curta: “Hoops Men Soul”. Realizada por Hidenori Inoue. Este é daqueles filmes em que, desde o início até ao fim, tenho de vontade de fazer “fast-forward” (coisa que eu nunca faço). Detestei ao máximo. Muito americanizado (a cultura de rua, basquetebol, Hip Hop, a acção linha gansgter, etc). O pai de uma rapariga deve imenso dinheiro a uns agiotas. Para saldar a dívida, este entrega a sua própria filha. O namorado tenta arranjar dinheiro para pagar a quantia em causa e salvar a rapariga. Parece simples, e até é, mas a história tem tanta coisa diferente à mistura que não encaixam bem e há imensas ideias que não fazem sentido. O final então é absurdo. Detestei. 5%
4ª Curta: “Fastener”. Realizada por Kouki Tange. Esta é talvez aquela em que se nota mais a influência do mundo dos videoclips musicais. Tanto a nível de história, como fotografia e efeitos especiais. É inspirado no tema “Fastener” dos Mr. Children. Muito surrealismo nesta curta-metragem. Um idoso revive memórias de infância no seu leito de morte. A criança vai-se apercebendo aos poucos de que os adultos vivem toda a sua vida atrás de máscaras. A par com a 1ª curta, os dois melhores momentos de “Jam Films 2”. 90%
RDS

Website Oficial:
http://www.jam-films.com/2/
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0995726/

Dragonslayer (1981)

Um grupo de aldeões parte à procura do feiticeiro Ulrich (Ralph Richardson, RIP) com o propósito de lhe pedir ajuda, pois a sua vila é aterrorizada por um enorme dragão. O Rei Casiodorus Rex (Peter Eyre) fez um pacto com o dragão e, em troca do sacrifício de algumas virgens, este deixa a aldeia em paz. Mas os habitantes estão fartos de perder as suas filhas. Mesmo antes de iniciar a viagem, Ulrich é assassinado e o seu aprendiz Galen (Peter MacNicol) voluntaria-se para tomar o seu lugar. A história não evolui muito mais do que isto, baseando-se o filme apenas na tentativa de matar o dragão. Alguma acção, algum romance, muita feitiçaria, e algum humor. São estes os ingredientes deste típico filme “sword & sorcery” dos 80s. Os actores, na sua grande maioria, estão muito bem, em especial Sir Ralph Richardson. Peter MacNicol, aqui na sua estreia em filme, também está muito bem como o jovem feiticeiro Galen. Outros nomes da lista de actores são Ian McDiarmid, Caitlin Clarke (RIP), Sydney Bromley (RIP), Roger Kemp ou John Hallam (RIP). Apesar de alguns dos efeitos especiais não serem fantásticos, estão bem acima da média não podendo ser apelidados de série B e, no geral, satisfazem. O dragão é um dos pontos positivos nesta área. Este deve ser um dos primeiros dragões em filme que me pareceu real. Um dos aspectos negativos é a fotografia que, em muitas cenas tem um tom escuro demais. Mas, segundo parece, esta foi uma das maiores queixas aquando da exibição da película nas salas, em 1981. Não é dos melhores filmes de “sword & sorcery” que já vi mas, mesmo assim, superior a muita da treta que se vê hoje em dia. Com tanta tecnologia, CGI e dinheiro disponíveis hoje em dia, como é que não se conseguem fazer filmes de fantasia melhores? Sem dúvida alguma a década de 80, além de ser prolífica neste tipo de filmes (Conan, Hawk The Slayer, Dragonslayer, The Sword And The Sorcerer, etc), foi também a melhor. Recomenda-se aos fãs do género. 70%
RDS


IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0082288/
Dragonslayer - Fanmade Video

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