11/04/09

Pet Sematary (1989)

Pet Sematary (1989)
http://en.wikipedia.org/wiki/Pet_Sematary_(film)
http://www.imdb.com/title/tt0098084/
Outro filme que fez parte da minha adolescência. Stephen King escreveu a novela e também o argumento para este filme. Sinceramente, acho as histórias de Stephen King, e os filmes que nelas são baseados, extremamente aborrecidos. Este deve ser o único que eu gosto. E muito.
Os Creed acabam de se mudar para a pequena cidade. O único problema é que a casa está localizada perto de uma auto-estrada muito usada por camiões que passam a altas velocidades. O gato da família é atropelado. Jud, um vizinho, mostra a Louis, o pai, um cemitério de animais de estimação que há ali perto. Um pouco mais acima há um antigo cemitério índio. Louis enterra o gato nesse cemitério e o gato acaba por regressar à vida. Mas este não é o mesmo. Pouco tempo depois, o filho também é atropelado na mesma estrada. Desesperado, Louis enterra o garoto no maldito cemitério. Este regressa à vida, mas com uma personalidade malévola e tendências homicidas.
A ideia base do conto é fabulosa e a maneira como foi transposta para filme é perfeita. Há algumas falhas, o elenco não é composto pelos melhores actores/actrizes, mas penso que isso apenas atribui ao filme um certo ar de série B que lhe assenta bem. O garoto é, sem dúvida alguma, um dos melhores actores do filme. Basta apenas estar atento à mudança de personalidade após o fatídico acidente. Verdadeiramente assustador. E a cena final entre o garoto e o pai é inquietante. E a “cereja no topo do bolo”, o tema título “Pet Sematary” pelos Ramones que acabou por se tornar, também ela, um clássico. Um filme de culto do cinema de terror da década de 80 que eu aconselho a todos os amantes do género (se é que ainda não o viram, “shame on you”). Há ainda uma sequela de 1992 que não é tão boa como o original. E fala-se também num “remake” em 2010 (esses malditos “remakes”!). 95%
RDS


Shocker (1989)

Shocker (1989)
http://en.wikipedia.org/wiki/Shocker_(film)
http://www.imdb.com/title/tt0098320/
Um dos filmes da minha adolescência. Escrito e realizado por Wes Craven quando o seu nome ainda era sinónimo de qualidade. Este é um filme de baixo orçamento que acabou por se tornar objecto de culto. O “mau da fita”, Horace Pinker, foi representado por Mitch Pileggi que mais tarde se tornou conhecido pela sua personagem Walter Skinner em “X-Files”. Pinker é um técnico de televisores que usa e abusa da sua facilidade em entrar em casa de qualquer pessoa para dar largas às suas tendências homicidas. Este é um “serial killer” procurado pelas autoridades. É apanhado, enviado para a cadeia, e sentenciado à cadeira eléctrica, mas a descarga eléctrica não o consegue matar à primeira. Este consegue voltar ao mundo dos mortais através da electricidade. Pinker quer se vingar matando Jonathan (Peter Berg), o jovem que o entregou às autoridades.
“Shocker” é o típico “slasher” dos finais da década de 80 / inícios de 90, remete por vezes para o ambiente de “Nightmare On Elm Street”. Wes Craven ainda fazia valer o seu nome nos meandros do cinema de terror. Gosto da ideia base, do desempenho de Pileggi, do ritmo rápido da acção, e da banda sonora (Alice Cooper, Megadeth, Iggy Pop, Bonfire, etc). 80%
RDS





19/02/09

Compiler // 01 (2003) & Compiler.02 (2006)

A “Compiler” é uma revista em formato DVD que tem como área de trabalho a arte contemporânea / avantgarde / alternativa. Existem para já dois volumes, Compiler // 01 “Was Ist Kunst, Marinela Kozelj? (2003) e Compiler.02 “From Here To The Ocean” (2006).
Compiler // 01 “Was Ist Kunst, Marinela Kozelj? (2003): A primeira antologia tem uma duração de 154 minutos e inclui diversos filmes experimentais, curtas-metragens, performances, etc. Os menus são algo confusos ao início e é difícil ter acesso ao que pretendemos mas, depois de lhe agarrar o jeito, tornam-se até parte do carácter vanguardista do todo. Só é pena não existir a função “play all”, o que tornaria muito mais fácil e atractiva (a meu ver) a visão do DVD na íntegra. Este tipo de abordagem é também visível na própria embalagem do DVD, uma caixa semi-transparente com um interessante design. A acompanhar o disco está ainda um livrete em papel reciclável com informação e fotografias relativas às curtas. Gosto mais deste tomo que do seguinte. 90%
Compiler.02 “From Here To The Ocean” (2006): A segunda antologia tem apenas 90 minutos e o tema principal, tal como o título poderá indicar, é o oceano. A duração dos filmes é maior que na anterior proposta mas, o carácter alternativo e vanguardista se mantém intacto. Crítica social, humor, ficção científica, música, “skateboarding”, paisagens, etc, são as “ferramentas” utilizadas pelos responsáveis das películas. O menu é muito mais simplificado que no anterior volume, já existe a função “play all”, e a caixa é “normal” (embora num formato digipack que é sempre preferido à típica caixa de plástico). Não é tão bom como o #1, mas também não fica muito atrás. 80%
Ambos volumes são excelentes propostas para quem gosta de material experimental e vanguardista. Aconselho.
RDS

18/02/09

Kiss Napoleon Goodbye (1990 - 2009) – Cult Epics

Esta é uma reedição em DVD da conhecida (pelo menos nos meios alternativos) curta-metragem de 1990 que inclui Henry Rollins e Lydia Lunch no elenco. Hedda (Lunch) e Neil (Don Bajema) fazem um retiro numa casa de campo, esperando com isso melhorar a sua relação. Mas uma terceira personagem, Jackson (Rollins, aqui na sua estreia em filme), aparece e ameaça a relação do casal. Em 30 minutos apenas retrata-se a velha história do trio amoroso embebido de ciúmes, rivalidades, amor e ódio. Apesar de não ser uma obra-prima tem os seus momentos mas, apesar de tudo, o que de mais apelativo tem “Kiss Napoleon Goodbye” são mesmo os nomes envolvidos. Henry Rollins (no seu primeiro trabalho como actor), Lydia Lunch (responsável também pelo argumento), JG Thirwell aka Foetus (banda sonora) e Babeth Mondini-VanLoo (realizador, responsável por outros trabalhos vídeo com Lunch e os Sex Pistols). Falta ainda referir outro pormenor interessante sobre a curta, e é que esta foi filmada na Holanda, num castelo que em tempos pertenceu a Louis Napoleon. Como habitual nas soberbas edições da Cult Epics, temos alguns extras: “Paradoxia And A Predator’s Diary”, um vídeo de Lunch de 51 minutos que inclui performance de “spoken word” e entrevista; e “It’s A Man’s World”, 5 minutos de “spoken word”, um excerto de retirado de um bootleg. A qualidade de vídeo, no geral, não é a melhor, mas trata-se de recuperações de material alternativo que são sempre bem-vindas. Não é uma peça indispensável mas irá com certeza agradar a fãs dos músicos/artistas/performers acima citados. 75%
RDS

Viva (1972 – 2009) Cult Epics

Recuperação para DVD de um dos inúmeros filmes de sexploitation dos 70s. “Viva” conta a história de uma esposa dos subúrbios, Barbi, que é abandonada pelo marido, e inicia uma viagem pelos meandros da revolução sexual da década de 70. Hippies apologistas da liberdade sexual, prostituição, bisexualidade, boémia, mundo da moda, etc. Baseada numa carta enviada à Penthouse e 1969 e escrita / realizada por Anna Biller, esta película tem uma argumento simples, más actuações, penteados foleiríssimos, uma banda sonora “kitsch” a condizer e muita nudez. Querem melhor? Este é apenas para fãs de sexploitation e grindhouse, aviso desde já. Além do filme, aqui apresentado na sua versão “unrated”, temos poucos extras, mas mesmo assim bem-vindos, tais como “behind-the-scenes”, trailer original e um slideshow (adivinhem, com mais nudez). Mais uma edição Cult Epics aconselhada a fãs deste tipo de material. 80%
RDS


08/02/09

GTO (Great Teacher Onizuka) (1998)

GTO (Great Teacher Onizuka) (1998): Ainda antes de “Gokusen”, e na mesma linha, foi feita esta adaptação de um “manga” do mesmo nome. Onizuka (Takashi Sorimachi) é um ex-motard que tem o sonho de ser professor. Até ao momento não conseguiu realizar esse sonho, mas a sorte bate-lhe á porta e consegue emprego numa escola secundária. Mas este acaba por ficar como responsável pela pior turma de escola, a qual está repleta de alunos problemáticos provenientes de todas as outras turmas. Os seus métodos estão longe de ser ortodoxos, recorrendo sempre à sua experiência de rua e de ex-motard. Pendurar alunos pelas pernas no topo do edifico da escola, incitar um suicida a atirar-se do cimo da escola (e ele decidir juntar-se também ao acto), apostas, etc, são algumas das loucuras deste professor que todos gostariam de ter tido no liceu. Este tem aliados na escola, na pessoa da excêntrica directora (que o contratou) e de outra professora (que não aprova os seus métodos mas toma sempre o seu lado), mas todo o resto da escola está contra ele. Pouco a pouco este consegue convencer alguns alunos e pô-los do seu lado. Mas há alguns que lhe vão dar algumas dores de cabeça.
Depois da série (12 episódios), GTO ainda teve direito a um especial de 2 horas em 1999 (numa escola católica para raparigas) e um filme em 2000. Não há momentos mais aborrecidos, os argumentos estão bem escritos, as personagens são fáceis de gostar (mesmo os “maus” da fita, que na verdade não há nenhum) e o tema principal, “Poison” (cantado pelo próprio Takashi Sorimachi) é viciador. Um dos melhores dorama que vi até hoje. Recomendo vivamente. 95%
RDS

Seigi No Mikata (2008)

Seigi No Mikata (2008): Tal como o “Puzzle”, outra desilusão. Mas neste tive o bom senso de não ir até ao fim. Ao fim de dois aborrecidos episódios decidi fazer algo que nunca faço: saber como é o final. Ainda bem que o fiz. Era tal como eu o esperava. Não me preocupei sequer em ver o 3º episódio. Já agora, fica a descrição do dorama: Yoko, uma rapariga de 15 anos vive constantemente atormentada pela sua maléfica irmã mais velha Makiko. Esta não tem qualquer tipo de consideração, amizade o amor por quem a rodeia, nem mesmo a sua própria família. Mas mesmo agindo com os seus próprios interesses em mente, esta consegue criar situações benéficas para os que a rodeiam.
É aborrecido; não desenvolve; não se cria empatia com as personagens; não há uma mudança das atitudes destas ao longo da série, e, o final é absurdo. Isto, na grande maioria, baseado nos dos episódios que vi e no que li sobre o desenvolvimento da série e o respectivo final. Seguinte! 5%
RDS

Puzzle (2008)

Puzzle (2008): Não me vou esticar muito a falar deste dorama, pois foi uma das maiores desilusões que tive nos últimos tempos. Misako Ayukawa é uma professora de inglês, embora não fale uma única palavra de inglês. Mesmo assim consegue ir dar aulas para uma das melhores escolas secundárias de Tóquio. É arrogante, prepotente e gananciosa. Trata mal os seus alunos e, em particular, um grupo de 3 brilhantes alunos. Mas em frente a qualquer outra pessoa, é uma professora exemplar e uma pessoa maravilhosa. Esta e os referidos 3 alunos metem-se em aventuras para resolver puzzles e encontrar tesouros e ganhar recompensas. A ganância de Ayukawa não tem limites. Mas a coisa sai sempre furada e os alunos é que sofrem no final. Além da professora há um grupo de 3 raparigas de um liceu próximo que encantam os rapazes mas que em nada ficam a dever à maldade da professora.
Argumentos com falhas, os puzzles são resolvidos quase sempre de uma maneira rebuscada e fantasiosa; a professora é irritante; o grupo de raparigas, idem; e quanto aos rapazes, não se consegue criar nenhum tipo de empatia com tipos tão “anjinhos” que se deixam enganar por todos e ainda pedem desculpa no final. Uma grande desilusão e cerca de 450 minutos do meu precioso tempo perdidos. Não façam o mesmo. 10%
RDS

H2 Kimi To Itahibi (2005)

H2 Kimi To Itahibi (2005): Kunimi Hiro era jogador de basebol mas teve de deixar de jogar por recomendações do médico, baseadas na fragilidade do seu braço. Agora na secundária, este faz parte da equipa de futebol. Mas uma serei de acontecimentos vão fazê-lo voltar a jogar basebol e alcançar o seu sonho de jogar em Koushien. Hiro terá enfrentar o seu rival e amigo de infância, Tachibana Hideo, assim como lidar com o triângulo amoroso que surge entre estes dois e Amamiya Hikari, amiga de infância dos dois e actual namorada do segundo. Não me interpretem mal, pois tem os seus pontos positivos mas, como já referi, é demasiado sério para o meu gosto. Vi uma vez e gostei, mas não conto rever num futuro próximo. Para fãs de dorama centrado em desportos, liceu e romance. 70%
RDS

Stand Up!! (2003)

Stand Up!! (2003): Quatro amigos adolescentes pretendem perder a virgindade antes de acabar o liceu. Pois, já estão a estabelecer paralelismos ao conhecido filme Norte-Americano. Não liguem ao que poderão ler nesse sentido. Apesar da premissa ser similar, aqui é explorada de outra forma. Uma amiga de infância, que se mudou para outra cidade quando era pequena, vem de férias parta o bairro. Mas esta está muito diferente do que era há 11 anos atrás. Deixou de ser uma princesa para se transformar numa “nerd”. “Stand Up!!” retrata vários temas tal como vistos pelos adolescentes: amor, sexo, amizade, a família, o hipócrita mundo dos adultos, etc.
Gostei da maneira como a história foi contada e como os temas acima citados foram explorados. Não é uma obra-prima mas tem os seus momentos. Algum humor misturado com uma componente mais séria mas não muito dramática. 75%
RDS

12/01/09

Hanazakari No Kimitachi E (2007)

Hanazakari No Kimitachi E (2007): Este dorama é um dos meus favoritos. Pensei que me iria deparar com uma comédia romântica algo melosa mas o que saiu foi mesmo uma série verdadeiramente hilariante. Ashiya Mizuki (Horikita Maki) é uma rapariga Japonesa que vive nos USA e idolatra um atleta de salto em altura chamado Sano Izumi (Oguri Shun). Depois de um incidente que envolve os dois e um grupo de meliantes, Sano abandona a prática do atletismo e volta para o Japão. Ashiya decide ir para o Japão e inscreve-se na mesma escola. O pormenor é que a escola é só para rapazes. Esta tem de se disfarçar, vestir, falar e comportar como um rapaz. Mas o mais hilariante de tudo é uma terceira personagem, Nakatsu Shuichi (Ikuta Toma), um amigo de Sano que se começa a interessar por Ashiya de outro modo, mas este pensa que ela é um rapaz, e começa a questionar-se sobre a sua sexualidade. Ikuta está perfeito no papel do hilariante Nakatsu, assim como os outros dois actores e restante elenco. Não se deixem levar pela primeira impressão de comédia romântica, com adolescentes, em ambiente escolar, pois “Hanazakari No Kimitachi E” é hilariante. Recomendo vivamente. 95%

Hanazakari No Kimitachi E (2008): Este é um especial de Outubro de 2008 que funciona como episódio 7.5. A história desenrola-se meio ano depois do final da série. Através de muitos “flashbacks” e algumas cenas novas, Nakatsu relembra o último Verão e a relação entre si, Mizuki e Sano. Apesar de não haver muito material novo, é sempre bom relembrar algumas das cenas mais engraçadas da série. Gostei deste especial e recomendo a quem gostou a série. 90%
RDS



Rookies (2008)

Rookies (2008): Um professor de liceu tenta mudar a atitude dos seus alunos do clube de basebol. Depois de um incidente em que a equipa ficou com um castigo de 6 meses sem jogar, estes tornaram-se a nódoa negra da escola. Não querem saber da equipa, das aulas, de nada. O peculiar Kawato Koichi (Sato Ryuta) vai tentar, pouco a pouco, mudar nem só os alunos, mas também toda a escola e a vizinhança que vê a equipa como um grupo de delinquentes sem solução.
Se pensam que os alunos de “Gokusen” eram verdadeiros delinquentes juvenis, então é porque não viram estes (alguns dos actores vêm da dita série, assim como de “Water Boys” e “Hana Kimi”, por exemplo). Gostei de “Gokusen”, no mesmo género, mas este “Rookies” é superior. Com muito humor, mas também com um argumento bem escrito que acentua a componente drama da série. Ainda não vi o recente especial, mas parece ser uma espécie de recapitulação de toda a série. Quando isso estiver disponível por aí, vou deitar-lhe as mãos. Um filme para encerrar a série está também em produção. 90%
RDS

20/12/08

Jaka Sembung / The Warrior (1981)

A Indonésia encontra-se no caos. A pobreza é a ordem do dia e o povo é oprimido pelo governo Holandês. Mas um rebelde que dá pelo nome de Djaka Semboeng recusa-se a desistir. Semboeng inspira o povo a manter a oposição ao tirano regime. Van Shramm, o representante Holandês em Java, oferece uma recompensa pela morte de Semboeng e contrata um guerreiro chamado Kobar. Mas este é rapidamente derrotado pelo herói. Van Shramm contrata então um feiticeiro que ressuscita Kieten. Semboeng é aprisionado, torturado e cegado (os olhos são arrancados das órbitas). Mas a filha de Van Shramm apaixona-se pelo herói e ajuda-o a escapar. Um curandeiro ajuda-o depois devolvendo-lhe a visão através de um transplante. A luta final com Kieten e o “destronar” do tirano Van Shramm vai ter lugar.
Mais uma daquelas “atrocidades” Indonésias da década de 80 com Barry Prima como actor principal. Muita acção, algum Gore, magia negra, artes marciais mal ensaiadas, actuações medianas e uma péssima dobragem em Inglês que acentua ainda mais o carácter série B / trash do filme. E nós queremos melhor? É claro que não. Assim está muito bom. Mais um para os fãs deste tipo de filmes série B da velha escola vindos da Indonésia.
Há várias sequelas que eu ainda tenho de ver um dia destes mas, infelizmente, não há tempo para tudo e há tanto filme para ver. 80%
RDS

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IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0090295/
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Jaka_Sembung
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House Of Wax (1953)

O Professor Henry Jarrod (Vincent Price) é um escultor de figures de cera. O museu que este possui não é muito popular e está dar prejuízo. O seu sócio propõe-lhe então deitar fogo ao mesmo para receber o dinheiro do seguro. O Prof. Jarrod fica indignado com a proposta mas o seu sócio inicia o fogo na mesma e os dois começam a lutar enquanto o local começa a arder. O Prof. é deixado inconsciente no meio das chamas, abandonado à sua sorte. O sócio recebe o dinheiro do seguro, enquanto que o Prof. é tido como morto. Mas este reaparece anos mais tarde, com um novo museu e dois assistentes. A abertura do museu coincide com o desaparecimento de várias pessoas na cidade. Este exibe reconstruções de cenários macabros e as esculturas parecem reais. Mas o novo assistente, um promissor jovem escultor, começa a desconfiar do seu novo mestre.
Este filme, já por si, um “remake” de “Mystery of The Wax Musem” (1933), foi alvo de uma adaptação livre em 2005 que, sinceramente, deixou muito a desejar. Quando há dias escolhi este clássico para fazer o meu serão, pensei que o iria estar a rever, pois lembrava-me de algo do género. Mas não foi assim, pois o que eu vi há uns anos atrás seguia uma história similar à do “remake” de 2005, enveredando por uma linha “slasher”. Um grupo de amigos em viagem perde-se e vai parar a uma vila que tem um museu de cera. Um a um estes vão desaparecendo e estátuas parecidas aos mesmos aparecem em exposição. Não consigo encontrar referências em lado algum a essa adaptação. Ajudas são bem-vindas.
Quanto a esta adaptação de 1953 (há uma versão "normal", a qual eu vi, e uma versão em 3D), um verdadeiro clássico do cinema de suspense com aquela que é, na minha modesta opinião, uma das melhores performances do grande Vincent Price (se é que ele alguma vez teve uma má performance). Aconselho vivamente a fãs de Vincent Price, filmes de suspense / terror da década de 50 e suspense no geral. 100%
RDS
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IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0045888/
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/House_of_Wax_(1953_movie)
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17/12/08

Concrete TV (1991 – 2008)

Concrete TV é um programa de televisão Norte-Americano do estilo “mixtape”, embora mais orientado para a colagem de excertos de vídeo que para uma sequência de “trailers”. Acidentes desportivos, pornografia, violência, programas televisivos de baixa qualidade, entre outros, é este o conteúdo da colagem, sempre acompanhada por música de fundo. O responsável pela edição de vídeo é o Ron Rocheleau (aka Concrete Ron), o qual é também responsável pela recente edição em DVD da antologia (1991 a 2008). São 3 DVDs, que perfazem mais de 9 horas de puro entretenimento, e que contêm os 18 episódios (30 min. c/u) da série, adicionados de alguns extras como curtas-metragens e vídeos musicais. Falamos aqui do típico entretenimento televisivo Norte-Americano, ou seja, “no brainer”, do mais estúpido, selvagem e absurdo possível. Não é muito o meu estilo mas gostei do exemplar trabalho de edição do Ron, as sequências são irrepreensíveis, sempre ao ritmo da música e com imagens tão heterogéneas quanto possível para manter o espectador atento. Também me agrada que ele não exagere no conteúdo pornográfico extremo (escatologia ou S&M, p. ex.) tal como outros “artistas” do género.
Pena que o Ron apenas me tenha enviado os DVDs 2 e 3. Mas, como eu disse antes, também não sou grande fã deste tipo de material vindo dos USA. Fica a nota pelo trabalho envolvido e por alguma diversão proporcionada. 70%
RDS

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Official Website: http://www.concretetv.com/
YouTube: http://www.youtube.com/user/concretetvron
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Concrete TV Anthology Sample 1

14/12/08

Street Trash (1987)

O dono de uma loja de bebidas encontra na cave uma velha caixa de “Viper” que deve ter mais de 60 anos. Este decide fazer uns trocos com o achado e vende a estranha bebida a 1 dólar a garrafa. Os desalojados da área compram a bebida porque é mais barata que o habitual álcool. Mas esta faz com que a pessoa comece a derreter descontroladamente numa miríade de cores. Entretanto um detective começa a investigar para encontrar a causa das mortes. Juntem a isto várias personagens caricatas, um veterano do Vietnam que manda na sucata da rua, prostitutas, o jogo da apanhada com um pénis cortado, etc. A premissa é simples e não há história, desenvolvimento ou final muito elaborados; o ambiente do filme é tipicamente série B; o humor negro marca forte presença; os efeitos especiais são baratos; a banda sonora tipicamente 80s é do tipo brincadeira de amigos após ingestão de substâncias ilícitas. E isto é tudo mau? Muito pelo contrário, isto é que faz o filme. Querem uma obra-prima? Não a vão encontrar aqui. Isto é série B, puro divertimento e nada mais. Já vi melhor, mas “Street Trash” é óptimo para uma 6ª feira à noite antes de ir para os copos com os amigos. Ajuda a criar boa disposição. Mas apenas para quem gosta do género. Esses, tal como eu, vão ter direito a um festim cinematográfico. Todos os demais procurem o mais recente “blockbuster” no videoclube perto de casa. 70%
RDS
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IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0094057/
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Street_Trash
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13/12/08

Hotaru No Hikari / Glow Of Fireflies (2007)

Amemiya Hotaru (Ayase Haruka) trabalha numa companhia de design de interiores. Mas a vida privada desta jovem contrasta com a sua vida profissional. Vive sozinha, é extremamente desarrumada, gosta de andar de fato de treino por casa, sentar-se no alpendre a beber uma cerveja de lata, e dormir no mesmo sob um par de folhas de jornal. Não tem namorado, nem o pretende ter muito cedo. A casa não é sua, foi arrendada por um senhor através de um contrato assinado num guardanapo de bar. Certo dia o filho do seu senhorio, recentemente separado da sua esposa, vai viver para casa do seu pai mas sem saber, é claro, que esta já se encontra habitada pela peculiar Hotaru. O contraste não poderia ser maior pois este é arrumado e certinho. Mas nenhum dos dois quer sair da casa e acabam por viver sob o mesmo tecto mas sem qualquer tipo de relação. Aliás, a relação que estes têm é meramente profissional pois, por coincidência, Takano Seiichi (Fujiki Naohito) é o patrão de Hotaru. Mas ninguém pode saber que estes vivem juntos.
Muito humor, peripécias e algum romance pautam “Hotaru No Hikari”. Apesar de não ser adepto de romances, quando se trata de algo com muito humor como é o caso, dou sempre uma oportunidade. Neste caso foi aposta ganha. 90%
RDS

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http://wiki.d-addicts.com/Hotaru_no_Hikari
http://www.ntv.co.jp/himono/
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Aiko - Yoko Gao (Fanmade Video)

Attack No.1 (2005)

Sucesso do mundo do “manga” e, posteriormente, do “anime”, esta adaptação para “live action” de “Attack No.1” segue a mesma linha dos seus antecessores. Kozue (Ueto Aya) é uma rapariga alegre e positiva que joga na equipa de voleibol do seu liceu. Esta, tal como todas as outras jogadoras de voleibol nos liceus pelo Japão fora, anseia jogar na equipa nacional. E esse desejo concretiza-se, mas não sem lhe trazer alguns desgostos. Um treinador tirano, sessões de treino extremas, problemas com as suas amigas, rivalidade entre membros da equipa, etc. Mas esta persevera sem perder a força, a sua vivacidade e alegria próprias da sua personalidade.
Depois de tantos “dorama” centrados no desporto e cuja acção se passa, na maioria, num liceu, fiquei de pé atrás pensando se valeria a pena ver mais um. Como gostei tanto dos outros, e também baseado nas excelentes críticas, é claro que dei uma oportunidade a “Attack No.1”. E não fiquei desiludido, muito pelo contrário, gostei muito. Um excelente argumento, com muitas reviravoltas, personagens bem exploradas (dentro do possível em 11 episódios), muita acção (e eu não sou grande fã de desporto), assim como irrepreensíveis performances das actrizes e actores principais. O final é que poderia ter sido mais elaborado. Não está mal, mas foi algo “ligeiro” e contrastou com o tom mais “pesado” do resto da série. Mas funcionou um pouco como a “luz ao fim do túnel” e, por isso, um final até aceitável. Outro ponto menos positivo foi o que aconteceu a uma das personagens secundárias (não quero estar a arruinar-vos a história), numa situação que me pareceu algo forçada e despropositada. Apesar disto, um “dorama” fantástico que conto rever e recomendo a fãs de títulos como “Waterboys”, “Rookies” ou “H2”, por exemplo. 90%
RDS
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http://wiki.d-addicts.com/Attack_No.1
http://en.wikipedia.org/wiki/Attack_No._1
http://www.jdorama.com/drama.911.htm
http://www.tv-asahi.co.jp/no1/
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Aya Ueto - Yume No Chikara

Mop Girl / Moppu Gaaru (2007)

Mop Girl (Moppu Gāru) é uma série baseada no livro do mesmo título da autoria de Kato Miaki. Momoko Hasegawa (Keiko Kitagawa) trabalha numa agência funerária e tem como instrumento de trabalho uma esfregona (“mop”). Esta possui o poder de voltar atrás no tempo ao tocar nos pertences dos falecidos e, assim, evitar a morte dos mesmos.
A ideia principal de “Mop Girl” remete-nos para a série Norte-Americana “Tru Calling” mas sem o ambiente dramático e carregado desta. Pelo contrário, aqui apostam no humor e para esse efeito temos como personagem principal uma rapariga trapalhona e desastrada. Keiko Kitagawa está perfeita como Momoko, assim como o seu companheiro de aventuras, o seu superior no trabalho Otomo Shotaro (Tanihara Shosuke), um “Don Juan” maníaco por mulheres estrangeiras (em particular francesas).
Gostei muito deste “dorama” e recomendo. O único senão, situação habitual nos “dorama” Japoneses, é que a série não tem um fim propriamente dito. O último episódio é apenas mais um (se bem que com uma história diferente) e no final ficamos com a sensação de que vai haver mais. Mesmo assim, vale a pena para dar umas boas gargalhadas com as peripécias de Momoko. 90%
RDS
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18/11/08

Here Is Always Somewhere Else (Cult Epics / AgitPop Media, DVD, 2008)

Mais uma edição da Cult Epics (com parceria da AgitPop Media) integrada na “The Rene Daalder Collection”. “Here Is Always Somewhere Else” é um documentário sobre a vida do enigmático artista Holandês / Californiano Bas Jan Ader (1942-1975) escrito e realizado por Rene Daalder. Em cerca de 103 minutos, Daalder percorre a vida e obra deste peculiar artista que perdeu a vida numa das suas filmagens (das quais era protagonista). Ao documentário principal juntam-se ainda um par de extras e o trailer. Além disso, pela primeira vez a obra do malogrado performer está disponível na íntegra pois, além do documentário, inclui-se um segundo disco com todas as suas curtas cinematográficas. São “apenas” 41 minutos, divididos por 7 curtas, plenas de vanguardismo mas que valem pela sua pertinência e valor artístico. Recomendo a mentes abertas a este tipo de arte alternativa. 80%
RDS

Cult Epics:
http://www.cultepics.com/
Bas Jan Ader: http://www.basjanader.com/
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0803004/