24/08/11

Desafio 10x10

Hell-O! Enquanto não dou um jeito final no novo website (http://fenixwebzine.webnode.com), que vai fazer a fusão do "Zona de Culto" e do "Fénix Webzine", vou lançar aqui mais uns posts. Tenho andado meio desligado disto, mas vou voltar à carga.
Como sou algo mandrião e, apenas por desleixo, vou deixando toneladas de filmes, música e livros/revistas em espera, tenho de lançar reptos a mim mesmo. Este é novo, e vai ter de ser cumprido (pois sim, tschhh!).
Até ao final do ano vou ter de ver / ouvir / ler 10 títulos, em 10 categorias, assim como deixar aqui algumas linhas, por poucas que sejam:

01 - 10 filmes de Takashi Miike (falta pouco...)
02 - 10 filmes de Jess Franco
03 - 10 filmes Video Nasties
04 - 10 álbuns clássicos de Hard 'N' Heavy (e um par deles de outro estilo)
05 - 10 livros ou revistas
06 - 10 documentários (alguns que aqui tenho são em série de tv... estou tramado)
07 - 10 compilações de trailers (sou viciado nisto, por isso não deve haver problema)
08 - 10 filmes da Shaw Bros
09 - 10 séries de tv 70s/80s/old-school (já tenho um par delas quase acabadas)
10 - 10 filmes de Exploitation/Grindhouse/Horror/ExtremeAsia/... em geral (para poder variar à vontade).

Se alguém quiser alinhar numa coisa do género e comparar resultados, que esteja à vontade, e vá dando notícias.

Assim que fôr limpando items da lista, vou escrevendo umas linhas sobre o assunto. O mais certo é já ser no novo Fénix. Até!

03/11/10

Curious Stories, Crooked Symbols – The Short Stories Of Roberto Gudiño (2009) & Rue Morgue, #99, April 2010


Este DVD reúne as três curtas-metragens de Roberto Gudiño, e que passo a apresentar.
“The Demonology Of Desire”: Uma adolescente faz uma pequena brincadeira de mau gosto com um rapaz que esta embeiçado por ela. Uma historia simples, algo lugar-comum, mas bem contada e com um ponto positivo que marca todo este DVD, a realização soberba de Gudiño. Um dos pontos negativos e que mais me fez torcer o nariz a esta curta, é mesmo a actuação da actriz principal. A rapariga é mesmo enervante (aqui, não no bom sentido). Não me deixou apreciar a curta da maneira que se pretende num filme destes. E aquela criatura? Qual o seu propósito? Na minha modesta opinião, o mais fraquito dos três, mas que mesmo assim já nos da a entender muito bem do que o realizador é capaz. 65%
“The Eyes Of Edward James”:
Ah, isto sim é quase uma obra de arte. Uma excelente ideia que Gudiño transpôs para o ecrã com sucesso. Um homem recorda um homicídio sangrento através de uma sessão de hipnotismo. Mais uma vez, o realizador dá cartas e conta-nos a história de um modo cativante, intenso e poderoso. Conceito geral, realização, narrativa e fotografia, tudo está soberbo. 90%
“The Facts In The Case Of Mister Hollow”:
A obra-prima de Roberto Gudiño, na minha modesta opinião. Começa com uma fotografia em tons sépia. Esta vai rodando, como se tivesse 3 dimensões, e dando a conhecer pormenores escondidos. Um tom de humor negro apimenta a coisa. Esta é mesmo curta, mas não precisa de mais tempo. Cativa desde o início ate ao fim. Recomendo vivamente. 100%
Alem das curtas, temos ainda direito a vários “making of”, entrevistas e “video tour”. A que mais gostei foi a que nos leva aos escritórios da revista Rue Morgue. Fez-me lembrar o espírito dos velhos tempos do Underground. Revi-me neste pessoal. Começar algo do zero, sem apoios, sem incentivos por parte de outros, apenas pelo puro gozo pela cultura alternativa, seja musica, cinema ou outros. Apreciação geral do DVD: 85%

Rue Morgue, #99, April 2010
Junto com o DVD recebi ainda um exemplar da revista Rue Morgue. Este é o #99 respeitante ao mês de Abril 2010. No geral, gostei da revista. Apresentações de novos filmes, criticas, entrevistas, etc. Como a maioria das revistas, não se limitam ao cinema, mas incluem rubricas de musica, videojogos, livros, etc. Sempre com temáticas ligadas ao terror, fantasia e/ou extremos. O aspecto negativo da revista é ter muitas publicidades. Metade das páginas são dedicadas aos anúncios. Compreende-se. A revista tem de ser paga, não é assim? Este tipo de material não é comercial e vende pouco. Fora isso, lê-se bem e com muito interesse. Dura é pouco, por ser apenas metade que se aproveita. Embora as imagens dos anúncios também sejam cativantes (as paginas são todas a cores). O preço? 9.95$. Um bocado puxado, mas vale a pena pelo conteúdo. 75%
RDS

Nikkatsu Roman Porno Trailer Collection (2010) – Impulse / CAV

http://www.cavd.com/

Sou fanático por colectâneas de trailers, em especial por material de exploitation, horror, sci-fi, e outros que tais. Este DVD, como o título indica, é uma sequência do que melhor se fez em termos de roman porno (http://en.wikipedia.org/wiki/Pink_film) pelos estúdios Nikkatsu, um dos mais antigos do Japão, na década de 70. Ao todo são 38 trailers, devidamente masterizados digitalmente e com legendas em inglês. A imagem está fabulosa, o som perceptível, e as legendas ajudam imenso. O trabalho de recuperação desenvolvido pela Impulse é de louvar. Deixa-me com água na boca (sem segundas intenções) para as reedições que ai vêm. Ainda como bónus, temos direito a uma curta-metragem de 30 minutos, intitulada “Ryoko’s Lesbian Flight” (com os habituais malditos pixeis a censurar partes intimas). Um achado para os fanáticos do género, e interessante para quem quer ficar a conhecer (e escolher) os filmes, pois a Impulse vai reeditar mais de 29 destes títulos. 95%
RDS

02/11/10

Jean Genet’s Un Chant D’Amour (Movie,1950 / DVD,2009) – Cult Epics

http://www.cultepics.com/


Este foi o único filme feito pelo novelista Francês Jean Genet. “Un Chant D’Amour” é um filme mudo, a branco e preto, e tem uma curta duração de 25 minutos. A história é simples, a acção desenrola-se numa prisão, com 3 personagens, um guarda e dois prisioneiros. Tendo em conta o ano de lançamento (1950) e a forte temática sexual (explorando a homossexualidade numa linha voyeurista), não é surpresa nenhuma que nos USA o filme estivesse apenas disponível numa versão censurada e no circuito independente. A Cult Epics edita finalmente esta preciosidade em DVD, à qual junta o documentário de 1981 “Genet”. Como extras temos ainda direito a um comentário áudio de Kenneth Anger e uma introdução vídeo de Jonas Mekas. Apenas para fãs de cinema avantgarde. 70%
RDS



Col Cuore In Gola / Deadly Sweet (Movie,1967 / DVD,2009) – Cult Epics

http://www.cultepics.com/


Outro dos filmes da fase pre-erotica de Tinto Brass. O realizador Italiano escreveu o argumento (com base num livro de Sergio Donati) e realizou. “Deadly Sweet” data de 1967 e é um Giallo / Thriller que se pode inserir no Cinema Fumetti (filmes que parecem bandas desenhadas). Aliás, este é bem capaz de ser o primeiro filme do género, bem antes de “Danger: Diabolik” ou “Barbarella”. Um actor Francês encontra um dos seus contactos de trabalho morto no chão. Em vez de chamar a polícia, este decide ajudar a rapariga que se encontra na cena do crime a fugir, e a encontrar o verdadeiro culpado. Esta escolha deixa os dois à mercê do submundo Londrino. O filme é-nos apresentado num redemoinho de visuais pop-art da autoria de Guido Crepax, desenhador de bandas desenhadas eróticas, assim como através de ecrãs duplos e triplos. A banda sonora Rock de Armando Trovajoli também ajuda ao ambiente geral do filme. A edição da Cult Epics apresenta o filme na sua versão “director’s cut”, à qual junta um comentário áudio de Tinto Brass e um trailer que está muito próximo de um clipe musical. Porque é que Tinto Brass não continuou a fazer este tipo de filmes? Hoje poderia ser um realizador de culto, em vez do velho tarado que só gosta de seios avantajados, como muita gente o vê. Um verdadeiro clássico para fãs de Giallo, Noir e policiais / thrillers no geral. 90%
RDS

L’Urlo / The Howl (Movie,1969 / DVD,2009) – Cult Epics

Finalmente uma edição digna de “L’Urlo”, um dos filmes da fase pre-erotica de Tinto Brass. Segundo reza a lenda, este foi convidado a realizar “A Clockwork Orange” mas preferiu trabalhar neste. A ser verdade, não sei se fez a melhor escolha. Mas voltando a “L’Urlo”, este data de 1969 e é um filme estranhíssimo, psicadélico, surreal, anarquista até. Algum do erotismo que mais tarde fez o nome de Brass também se encontra por aqui em pequenas doses. Uma jovem noiva foge do seu casamento com um perfeito desconhecido, encontrando na sua jornada animais e objectos inanimados que falam, passam por um hotel psicadélico, instigam um motim numa prisão, fogem de canibais e ainda lutam contra um anão ditador. Não é um filme para qualquer pessoa., lá isso é verdade. A edição da Cult Epics apresenta o filme na sua versão “director’s cut”, à qual junta um comentário áudio de Tinto Brass e alguns trailers. Apenas para fanáticos deste tipo de extravagâncias cinematográficas. Os outros fiquem bem longe! 85%
RDS

11/04/09

Pet Sematary (1989)

Pet Sematary (1989)
http://en.wikipedia.org/wiki/Pet_Sematary_(film)
http://www.imdb.com/title/tt0098084/
Outro filme que fez parte da minha adolescência. Stephen King escreveu a novela e também o argumento para este filme. Sinceramente, acho as histórias de Stephen King, e os filmes que nelas são baseados, extremamente aborrecidos. Este deve ser o único que eu gosto. E muito.
Os Creed acabam de se mudar para a pequena cidade. O único problema é que a casa está localizada perto de uma auto-estrada muito usada por camiões que passam a altas velocidades. O gato da família é atropelado. Jud, um vizinho, mostra a Louis, o pai, um cemitério de animais de estimação que há ali perto. Um pouco mais acima há um antigo cemitério índio. Louis enterra o gato nesse cemitério e o gato acaba por regressar à vida. Mas este não é o mesmo. Pouco tempo depois, o filho também é atropelado na mesma estrada. Desesperado, Louis enterra o garoto no maldito cemitério. Este regressa à vida, mas com uma personalidade malévola e tendências homicidas.
A ideia base do conto é fabulosa e a maneira como foi transposta para filme é perfeita. Há algumas falhas, o elenco não é composto pelos melhores actores/actrizes, mas penso que isso apenas atribui ao filme um certo ar de série B que lhe assenta bem. O garoto é, sem dúvida alguma, um dos melhores actores do filme. Basta apenas estar atento à mudança de personalidade após o fatídico acidente. Verdadeiramente assustador. E a cena final entre o garoto e o pai é inquietante. E a “cereja no topo do bolo”, o tema título “Pet Sematary” pelos Ramones que acabou por se tornar, também ela, um clássico. Um filme de culto do cinema de terror da década de 80 que eu aconselho a todos os amantes do género (se é que ainda não o viram, “shame on you”). Há ainda uma sequela de 1992 que não é tão boa como o original. E fala-se também num “remake” em 2010 (esses malditos “remakes”!). 95%
RDS


Shocker (1989)

Shocker (1989)
http://en.wikipedia.org/wiki/Shocker_(film)
http://www.imdb.com/title/tt0098320/
Um dos filmes da minha adolescência. Escrito e realizado por Wes Craven quando o seu nome ainda era sinónimo de qualidade. Este é um filme de baixo orçamento que acabou por se tornar objecto de culto. O “mau da fita”, Horace Pinker, foi representado por Mitch Pileggi que mais tarde se tornou conhecido pela sua personagem Walter Skinner em “X-Files”. Pinker é um técnico de televisores que usa e abusa da sua facilidade em entrar em casa de qualquer pessoa para dar largas às suas tendências homicidas. Este é um “serial killer” procurado pelas autoridades. É apanhado, enviado para a cadeia, e sentenciado à cadeira eléctrica, mas a descarga eléctrica não o consegue matar à primeira. Este consegue voltar ao mundo dos mortais através da electricidade. Pinker quer se vingar matando Jonathan (Peter Berg), o jovem que o entregou às autoridades.
“Shocker” é o típico “slasher” dos finais da década de 80 / inícios de 90, remete por vezes para o ambiente de “Nightmare On Elm Street”. Wes Craven ainda fazia valer o seu nome nos meandros do cinema de terror. Gosto da ideia base, do desempenho de Pileggi, do ritmo rápido da acção, e da banda sonora (Alice Cooper, Megadeth, Iggy Pop, Bonfire, etc). 80%
RDS





19/02/09

Compiler // 01 (2003) & Compiler.02 (2006)

A “Compiler” é uma revista em formato DVD que tem como área de trabalho a arte contemporânea / avantgarde / alternativa. Existem para já dois volumes, Compiler // 01 “Was Ist Kunst, Marinela Kozelj? (2003) e Compiler.02 “From Here To The Ocean” (2006).
Compiler // 01 “Was Ist Kunst, Marinela Kozelj? (2003): A primeira antologia tem uma duração de 154 minutos e inclui diversos filmes experimentais, curtas-metragens, performances, etc. Os menus são algo confusos ao início e é difícil ter acesso ao que pretendemos mas, depois de lhe agarrar o jeito, tornam-se até parte do carácter vanguardista do todo. Só é pena não existir a função “play all”, o que tornaria muito mais fácil e atractiva (a meu ver) a visão do DVD na íntegra. Este tipo de abordagem é também visível na própria embalagem do DVD, uma caixa semi-transparente com um interessante design. A acompanhar o disco está ainda um livrete em papel reciclável com informação e fotografias relativas às curtas. Gosto mais deste tomo que do seguinte. 90%
Compiler.02 “From Here To The Ocean” (2006): A segunda antologia tem apenas 90 minutos e o tema principal, tal como o título poderá indicar, é o oceano. A duração dos filmes é maior que na anterior proposta mas, o carácter alternativo e vanguardista se mantém intacto. Crítica social, humor, ficção científica, música, “skateboarding”, paisagens, etc, são as “ferramentas” utilizadas pelos responsáveis das películas. O menu é muito mais simplificado que no anterior volume, já existe a função “play all”, e a caixa é “normal” (embora num formato digipack que é sempre preferido à típica caixa de plástico). Não é tão bom como o #1, mas também não fica muito atrás. 80%
Ambos volumes são excelentes propostas para quem gosta de material experimental e vanguardista. Aconselho.
RDS

18/02/09

Kiss Napoleon Goodbye (1990 - 2009) – Cult Epics

Esta é uma reedição em DVD da conhecida (pelo menos nos meios alternativos) curta-metragem de 1990 que inclui Henry Rollins e Lydia Lunch no elenco. Hedda (Lunch) e Neil (Don Bajema) fazem um retiro numa casa de campo, esperando com isso melhorar a sua relação. Mas uma terceira personagem, Jackson (Rollins, aqui na sua estreia em filme), aparece e ameaça a relação do casal. Em 30 minutos apenas retrata-se a velha história do trio amoroso embebido de ciúmes, rivalidades, amor e ódio. Apesar de não ser uma obra-prima tem os seus momentos mas, apesar de tudo, o que de mais apelativo tem “Kiss Napoleon Goodbye” são mesmo os nomes envolvidos. Henry Rollins (no seu primeiro trabalho como actor), Lydia Lunch (responsável também pelo argumento), JG Thirwell aka Foetus (banda sonora) e Babeth Mondini-VanLoo (realizador, responsável por outros trabalhos vídeo com Lunch e os Sex Pistols). Falta ainda referir outro pormenor interessante sobre a curta, e é que esta foi filmada na Holanda, num castelo que em tempos pertenceu a Louis Napoleon. Como habitual nas soberbas edições da Cult Epics, temos alguns extras: “Paradoxia And A Predator’s Diary”, um vídeo de Lunch de 51 minutos que inclui performance de “spoken word” e entrevista; e “It’s A Man’s World”, 5 minutos de “spoken word”, um excerto de retirado de um bootleg. A qualidade de vídeo, no geral, não é a melhor, mas trata-se de recuperações de material alternativo que são sempre bem-vindas. Não é uma peça indispensável mas irá com certeza agradar a fãs dos músicos/artistas/performers acima citados. 75%
RDS

Viva (2009) Cult Epics

Recuperação para DVD de um dos inúmeros filmes de sexploitation dos 70s? Não. Assim parece. “Viva” conta a história de uma esposa dos subúrbios, Barbi, que é abandonada pelo marido, e inicia uma viagem pelos meandros da revolução sexual da década de 70. Hippies apologistas da liberdade sexual, prostituição, bisexualidade, boémia, mundo da moda, etc. Baseada numa carta enviada à Penthouse em 1969 e escrita / realizada por Anna Biller, esta película tem uma argumento simples, más actuações, penteados foleiríssimos, uma banda sonora “kitsch” a condizer e muita nudez. Querem melhor? Este é apenas para fãs de sexploitation e grindhouse, aviso desde já. Além do filme, aqui apresentado na sua versão “unrated”, temos poucos extras, mas mesmo assim bem-vindos, tais como “behind-the-scenes”, trailer original e um slideshow (adivinhem, com mais nudez). Mais uma edição Cult Epics aconselhada a fãs deste tipo de material. 80%
RDS


08/02/09

GTO (Great Teacher Onizuka) (1998)

GTO (Great Teacher Onizuka) (1998): Ainda antes de “Gokusen”, e na mesma linha, foi feita esta adaptação de um “manga” do mesmo nome. Onizuka (Takashi Sorimachi) é um ex-motard que tem o sonho de ser professor. Até ao momento não conseguiu realizar esse sonho, mas a sorte bate-lhe á porta e consegue emprego numa escola secundária. Mas este acaba por ficar como responsável pela pior turma de escola, a qual está repleta de alunos problemáticos provenientes de todas as outras turmas. Os seus métodos estão longe de ser ortodoxos, recorrendo sempre à sua experiência de rua e de ex-motard. Pendurar alunos pelas pernas no topo do edifico da escola, incitar um suicida a atirar-se do cimo da escola (e ele decidir juntar-se também ao acto), apostas, etc, são algumas das loucuras deste professor que todos gostariam de ter tido no liceu. Este tem aliados na escola, na pessoa da excêntrica directora (que o contratou) e de outra professora (que não aprova os seus métodos mas toma sempre o seu lado), mas todo o resto da escola está contra ele. Pouco a pouco este consegue convencer alguns alunos e pô-los do seu lado. Mas há alguns que lhe vão dar algumas dores de cabeça.
Depois da série (12 episódios), GTO ainda teve direito a um especial de 2 horas em 1999 (numa escola católica para raparigas) e um filme em 2000. Não há momentos mais aborrecidos, os argumentos estão bem escritos, as personagens são fáceis de gostar (mesmo os “maus” da fita, que na verdade não há nenhum) e o tema principal, “Poison” (cantado pelo próprio Takashi Sorimachi) é viciador. Um dos melhores dorama que vi até hoje. Recomendo vivamente. 95%
RDS

Seigi No Mikata (2008)

Seigi No Mikata (2008): Tal como o “Puzzle”, outra desilusão. Mas neste tive o bom senso de não ir até ao fim. Ao fim de dois aborrecidos episódios decidi fazer algo que nunca faço: saber como é o final. Ainda bem que o fiz. Era tal como eu o esperava. Não me preocupei sequer em ver o 3º episódio. Já agora, fica a descrição do dorama: Yoko, uma rapariga de 15 anos vive constantemente atormentada pela sua maléfica irmã mais velha Makiko. Esta não tem qualquer tipo de consideração, amizade o amor por quem a rodeia, nem mesmo a sua própria família. Mas mesmo agindo com os seus próprios interesses em mente, esta consegue criar situações benéficas para os que a rodeiam.
É aborrecido; não desenvolve; não se cria empatia com as personagens; não há uma mudança das atitudes destas ao longo da série, e, o final é absurdo. Isto, na grande maioria, baseado nos dos episódios que vi e no que li sobre o desenvolvimento da série e o respectivo final. Seguinte! 5%
RDS

Puzzle (2008)

Puzzle (2008): Não me vou esticar muito a falar deste dorama, pois foi uma das maiores desilusões que tive nos últimos tempos. Misako Ayukawa é uma professora de inglês, embora não fale uma única palavra de inglês. Mesmo assim consegue ir dar aulas para uma das melhores escolas secundárias de Tóquio. É arrogante, prepotente e gananciosa. Trata mal os seus alunos e, em particular, um grupo de 3 brilhantes alunos. Mas em frente a qualquer outra pessoa, é uma professora exemplar e uma pessoa maravilhosa. Esta e os referidos 3 alunos metem-se em aventuras para resolver puzzles e encontrar tesouros e ganhar recompensas. A ganância de Ayukawa não tem limites. Mas a coisa sai sempre furada e os alunos é que sofrem no final. Além da professora há um grupo de 3 raparigas de um liceu próximo que encantam os rapazes mas que em nada ficam a dever à maldade da professora.
Argumentos com falhas, os puzzles são resolvidos quase sempre de uma maneira rebuscada e fantasiosa; a professora é irritante; o grupo de raparigas, idem; e quanto aos rapazes, não se consegue criar nenhum tipo de empatia com tipos tão “anjinhos” que se deixam enganar por todos e ainda pedem desculpa no final. Uma grande desilusão e cerca de 450 minutos do meu precioso tempo perdidos. Não façam o mesmo. 10%
RDS

H2 Kimi To Itahibi (2005)

H2 Kimi To Itahibi (2005): Kunimi Hiro era jogador de basebol mas teve de deixar de jogar por recomendações do médico, baseadas na fragilidade do seu braço. Agora na secundária, este faz parte da equipa de futebol. Mas uma serei de acontecimentos vão fazê-lo voltar a jogar basebol e alcançar o seu sonho de jogar em Koushien. Hiro terá enfrentar o seu rival e amigo de infância, Tachibana Hideo, assim como lidar com o triângulo amoroso que surge entre estes dois e Amamiya Hikari, amiga de infância dos dois e actual namorada do segundo. Não me interpretem mal, pois tem os seus pontos positivos mas, como já referi, é demasiado sério para o meu gosto. Vi uma vez e gostei, mas não conto rever num futuro próximo. Para fãs de dorama centrado em desportos, liceu e romance. 70%
RDS

Stand Up!! (2003)

Stand Up!! (2003): Quatro amigos adolescentes pretendem perder a virgindade antes de acabar o liceu. Pois, já estão a estabelecer paralelismos ao conhecido filme Norte-Americano. Não liguem ao que poderão ler nesse sentido. Apesar da premissa ser similar, aqui é explorada de outra forma. Uma amiga de infância, que se mudou para outra cidade quando era pequena, vem de férias parta o bairro. Mas esta está muito diferente do que era há 11 anos atrás. Deixou de ser uma princesa para se transformar numa “nerd”. “Stand Up!!” retrata vários temas tal como vistos pelos adolescentes: amor, sexo, amizade, a família, o hipócrita mundo dos adultos, etc.
Gostei da maneira como a história foi contada e como os temas acima citados foram explorados. Não é uma obra-prima mas tem os seus momentos. Algum humor misturado com uma componente mais séria mas não muito dramática. 75%
RDS

12/01/09

Hanazakari No Kimitachi E (2007)

Hanazakari No Kimitachi E (2007): Este dorama é um dos meus favoritos. Pensei que me iria deparar com uma comédia romântica algo melosa mas o que saiu foi mesmo uma série verdadeiramente hilariante. Ashiya Mizuki (Horikita Maki) é uma rapariga Japonesa que vive nos USA e idolatra um atleta de salto em altura chamado Sano Izumi (Oguri Shun). Depois de um incidente que envolve os dois e um grupo de meliantes, Sano abandona a prática do atletismo e volta para o Japão. Ashiya decide ir para o Japão e inscreve-se na mesma escola. O pormenor é que a escola é só para rapazes. Esta tem de se disfarçar, vestir, falar e comportar como um rapaz. Mas o mais hilariante de tudo é uma terceira personagem, Nakatsu Shuichi (Ikuta Toma), um amigo de Sano que se começa a interessar por Ashiya de outro modo, mas este pensa que ela é um rapaz, e começa a questionar-se sobre a sua sexualidade. Ikuta está perfeito no papel do hilariante Nakatsu, assim como os outros dois actores e restante elenco. Não se deixem levar pela primeira impressão de comédia romântica, com adolescentes, em ambiente escolar, pois “Hanazakari No Kimitachi E” é hilariante. Recomendo vivamente. 95%

Hanazakari No Kimitachi E (2008): Este é um especial de Outubro de 2008 que funciona como episódio 7.5. A história desenrola-se meio ano depois do final da série. Através de muitos “flashbacks” e algumas cenas novas, Nakatsu relembra o último Verão e a relação entre si, Mizuki e Sano. Apesar de não haver muito material novo, é sempre bom relembrar algumas das cenas mais engraçadas da série. Gostei deste especial e recomendo a quem gostou a série. 90%
RDS



Rookies (2008)

Rookies (2008): Um professor de liceu tenta mudar a atitude dos seus alunos do clube de basebol. Depois de um incidente em que a equipa ficou com um castigo de 6 meses sem jogar, estes tornaram-se a nódoa negra da escola. Não querem saber da equipa, das aulas, de nada. O peculiar Kawato Koichi (Sato Ryuta) vai tentar, pouco a pouco, mudar nem só os alunos, mas também toda a escola e a vizinhança que vê a equipa como um grupo de delinquentes sem solução.
Se pensam que os alunos de “Gokusen” eram verdadeiros delinquentes juvenis, então é porque não viram estes (alguns dos actores vêm da dita série, assim como de “Water Boys” e “Hana Kimi”, por exemplo). Gostei de “Gokusen”, no mesmo género, mas este “Rookies” é superior. Com muito humor, mas também com um argumento bem escrito que acentua a componente drama da série. Ainda não vi o recente especial, mas parece ser uma espécie de recapitulação de toda a série. Quando isso estiver disponível por aí, vou deitar-lhe as mãos. Um filme para encerrar a série está também em produção. 90%
RDS

20/12/08

Jaka Sembung / The Warrior (1981)

A Indonésia encontra-se no caos. A pobreza é a ordem do dia e o povo é oprimido pelo governo Holandês. Mas um rebelde que dá pelo nome de Djaka Semboeng recusa-se a desistir. Semboeng inspira o povo a manter a oposição ao tirano regime. Van Shramm, o representante Holandês em Java, oferece uma recompensa pela morte de Semboeng e contrata um guerreiro chamado Kobar. Mas este é rapidamente derrotado pelo herói. Van Shramm contrata então um feiticeiro que ressuscita Kieten. Semboeng é aprisionado, torturado e cegado (os olhos são arrancados das órbitas). Mas a filha de Van Shramm apaixona-se pelo herói e ajuda-o a escapar. Um curandeiro ajuda-o depois devolvendo-lhe a visão através de um transplante. A luta final com Kieten e o “destronar” do tirano Van Shramm vai ter lugar.
Mais uma daquelas “atrocidades” Indonésias da década de 80 com Barry Prima como actor principal. Muita acção, algum Gore, magia negra, artes marciais mal ensaiadas, actuações medianas e uma péssima dobragem em Inglês que acentua ainda mais o carácter série B / trash do filme. E nós queremos melhor? É claro que não. Assim está muito bom. Mais um para os fãs deste tipo de filmes série B da velha escola vindos da Indonésia.
Há várias sequelas que eu ainda tenho de ver um dia destes mas, infelizmente, não há tempo para tudo e há tanto filme para ver. 80%
RDS

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IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0090295/
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Jaka_Sembung
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House Of Wax (1953)

O Professor Henry Jarrod (Vincent Price) é um escultor de figures de cera. O museu que este possui não é muito popular e está dar prejuízo. O seu sócio propõe-lhe então deitar fogo ao mesmo para receber o dinheiro do seguro. O Prof. Jarrod fica indignado com a proposta mas o seu sócio inicia o fogo na mesma e os dois começam a lutar enquanto o local começa a arder. O Prof. é deixado inconsciente no meio das chamas, abandonado à sua sorte. O sócio recebe o dinheiro do seguro, enquanto que o Prof. é tido como morto. Mas este reaparece anos mais tarde, com um novo museu e dois assistentes. A abertura do museu coincide com o desaparecimento de várias pessoas na cidade. Este exibe reconstruções de cenários macabros e as esculturas parecem reais. Mas o novo assistente, um promissor jovem escultor, começa a desconfiar do seu novo mestre.
Este filme, já por si, um “remake” de “Mystery of The Wax Musem” (1933), foi alvo de uma adaptação livre em 2005 que, sinceramente, deixou muito a desejar. Quando há dias escolhi este clássico para fazer o meu serão, pensei que o iria estar a rever, pois lembrava-me de algo do género. Mas não foi assim, pois o que eu vi há uns anos atrás seguia uma história similar à do “remake” de 2005, enveredando por uma linha “slasher”. Um grupo de amigos em viagem perde-se e vai parar a uma vila que tem um museu de cera. Um a um estes vão desaparecendo e estátuas parecidas aos mesmos aparecem em exposição. Não consigo encontrar referências em lado algum a essa adaptação. Ajudas são bem-vindas.
Quanto a esta adaptação de 1953 (há uma versão "normal", a qual eu vi, e uma versão em 3D), um verdadeiro clássico do cinema de suspense com aquela que é, na minha modesta opinião, uma das melhores performances do grande Vincent Price (se é que ele alguma vez teve uma má performance). Aconselho vivamente a fãs de Vincent Price, filmes de suspense / terror da década de 50 e suspense no geral. 100%
RDS
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IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0045888/
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/House_of_Wax_(1953_movie)
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