10/04/08

A.F.R.I.K.A. (2002)

Yo-won (Yu-won Lee) e Min-sun (Min-sun Kim) estão fartas da sua vida e dos problemas que têm de enfrentar no dia-a-dia. Decidem tirar umas “férias” da sua vida. Pedem um carro emprestado a um amigo e fazem uma viagem. No carro (estas desconhecem que foi roubado pelo amigo) encontram duas armas. Elas pensam que são brinquedos e disparam uma acidentalmente. As armas pertencem a um polícia e a um mafioso que as perderam num jogo de cartas. Eles necessitam as armas de volta. O polícia pela razão óbvia; o mafioso, porque era uma prenda para o seu chefe. Ambos estão metidos em problemas se não as recuperam. Pelo caminho as raparigas metem-se em problemas por usar as armas num café. Ganham mais uma companheira de viagem, Young-mi (Eun-ji Jo), empregada do café. Mais confusão pelo caminho e ganham outra companheira, Jin-a (Young-jin Lee), dona de uma loja de roupa, também com problemas que a levam a deixar a sua vida quotidiana. Tornam-se heroínas de milhares de jovens pelo país fora. É até feito um website sobre as 4 raparigas e as suas aventuras. AFRIKA (Adoring Four Revolutionary Idols Korea Association) é o nome atribuído ao grupo.
Fiquei desiludido com este filme. Talvez por ter algumas expectativas algo altas depois de ter lido a sinopse e algumas críticas mais favoráveis. As personagens não são bem exploradas, o que seria muito importante para a história. Apenas nos são dados a conhecer uns pequenos pormenores das suas vidas que as levam a encetar esta aventura. Não há nada que nos leve a gostar muito delas ou querer estar no seu lugar. Falta esse background de que falei, a história e as personalidades de cada uma das personagens. Apenas acção (nem muita) intercalada com alguns momentos mais divertidos (nem muito divertidos). Sem muito “sumo”, leia-se. A cena do “duelo” entre duas das raparigas é exagerada, tanto no dramatismo exacerbado como na utilização de câmara a 360 graus. Parece quase uma sátira aos policiais de Hong Kong. O único problema é que a coisa é feita de uma maneira séria, não se tratando de uma sátira. E o final, além de previsível, é perfeitamente irreal. E as impressões digitais? E todas as balas disparadas com a arma do polícia? E as centenas de testemunhas? E muito mais falha no argumento. Não houve uma preocupação em cuidar destes pormenores. Simplesmente focaram as atenções no facto das raparigas fugirem da sua vida quotidiana, embarcarem nume aventura estilo “Thelma & Louise”, de se tornarem ídolos Pop, e na preocupação da dupla polícia / mafioso em recuperarem as suas armas. Mastiga e deita fora, tipo filme de meio calibre de Hollywood. A dupla polícia / mafioso (acompanhados por um ajudante do mafioso) é hilariante e as curtas passagens em que temos a hipótese de os ver, são mais interessantes do que propriamente as cenas com as raparigas. Outra cena engraçada, é o facto do dono da estação de serviço ser o mesmo de “Attack The Gas Station” (1999), um filme com uma temática similar. O homem é roubado novamente e obrigam-no a cantar mais uma vez. Além destes momentos altos, não há muito mais de apelativo. Há filmes muito melhores no género, não só na Coreia do Sul mas também, e principalmente, em Hong Kong. Puro entretenimento, e nada mais. Um filme mediano para quem pretende passar um bom bocado sem se preocupar muito em dissecar argumentos, actuações ou realizações. 50%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0306442/

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