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05/11/08

Dead Silence (2007)

Alguém deixa uma encomenda misteriosa à porta de Jamie Ashen (Ryan Kwanten) e a sua esposa Lisa (Laura Regan). Trata-se de um bizarro boneco de ventriloquista. Jamie sai de casa para ir buscar comida Chinesa e, quando volta, encontra Lisa morta e com o rosto desfigurado. Não tendo um álibi que o ilibe, Jamie é tido como suspeito número um pelo detective que assumiu o caso, Jim Lipton (Donnie Wahlberg). Baseado numa história de fantasmas da sua infância, acerca duma ventriloquista chamada Mary Shaw, Jamie volta à terra natal, Ravens Fair, para encontrar respostas para o assassinato da sua mulher e conseguir provar a sua inocência. Mas Jamie acaba por encontrar mais respostas do que aquelas que pretendia.
Produto das mesmas mentes que criaram de Saw, e com uma capa que faz lembrar muito o referido filme, poder-se-ia esperar algo na mesma linha. Pois não é isso que acontece em “Dead Silence”. Esta é uma boa história de fantasmas, com reminiscências da velha escola, como já não via há algum tempo. Não será propriamente assustador para quem está habituado a este tipo de filmes, mas o ambiente é denso, pesado e misterioso. E, felizmente, não recorre ao típico susto “salto da cadeira” por intermédio do som dos efeitos especiais e/ou música repentinos e com volume altíssimo. Aqui privilegia-se a tensão contínua, centrada no ambiente geral do filme e na imagem. Gostei muito do ambiente semi-gótico ao longo do filme, tanto na história como na fantástica fotografia de tons “apagados” de azul, verde e cinzento. E a ajudar ao clima temos ainda a fabulosa banda sonora de Charlie Clouser a fazer lembrar por momentos os clássicos do género da década de 70s. Quanto ao final, desafio seja quem for a dizer “eu já estava à espera disto, era previsível”. Tretas! Depois de ver um filme é muito fácil dizer isso. Aqui não se consegue adivinhar a impressionante reviravolta. Apesar de ter lido algumas críticas negativas (ainda bem que eu não dou muita atenção a esse tipo de comentários e prefiro fazer o meu próprio julgamento), gostei muito e recomendo. 85%
RDS

Website Oficial:
http://www.deadsilencemovie.net/
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0455760/
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Dead_Silence

09/10/08

Hae-boo-hak-kyo-sil / The Cut (2007)

Mais um filme de terror Sul-Coreano que tive o (des)prazer de ver. Na verdade, a premissa deste não foge muito a aquilo que se faz no Ocidente e, faz até lembrar muito “Anatomie”. Mas, enquanto que no filme alemão lidamos com seres humanos perversos, em “The Cut” lidamos com entidades sobrenaturais e o seu desejo de vingança (claro, estamos a falar de um filme Asiático).
Um grupo de seis estudantes de medicina começa a ter sonhos e alucinações arrepiantes depois de uma aula de anatomia, na qual lhes foi atribuído o cadáver de uma bela jovem. Um a um estes vão começar a morrer de forma estranha e começam a aperceber-se de que está tudo ligado ao cadáver e ao passado da jovem. A história não é nada do outro mundo (ou talvez seja) mas está bem desenvolvida, bom argumento, excelente realização (muito importante num filme de terror com uma forte componente de suspense) e soberbas interpretações por parte de todo o elenco. Além disso, o final é inesperado, se bem que já vi reviravoltas do género noutros filmes e os mais “espertinhos” vão dizer que já estavam a prever aquele desenlace (no final do filme todos são muito espertos). Assustador, arrepiante, intenso, asfixiante, é assim “The Cut”. Manteve-me agarrado ao ecrã durante os 90 minutos que tem de duração. Uma particularidade que me faz gostar ainda mais do filme e lhe dá outra dimensão é a fusão dos elementos de terror e suspense com alguma fantasia e um ambiente gótico-romântico. Podemos ver na mesma cena sangue e pétalas de flores ou ainda um cadáver rodeado de cores de tonalidades mais “alegres” como azul, verde ou vermelho. A fotografia representa um grande papel nesta fantástica película Sul-Coreana. Este contraste da morte e do macabro com a beleza da juventude e tons românticos chama a atenção e afasta “The Cut” dos seus pares. Gostei muito e recomendo vivamente, quanto mais não seja pela cinematografia exemplar. 90%
RDS

HanCinema:
http://www.hancinema.net/korean_movie_The_Cut.php

24/09/08

De Fortabte Sjæles Ø / Island Of The Lost Souls (2007)

Depois do divórcio dos pais, a Lulu (Sara Langbaek Gaarmann) muda-se com a mãe Beate (Anette Stovelbaek) e o irmão mais novo Sylvester (Lucas Munk Biling) para uma pequena vila. Lulu tem um certo interesse por magia e o oculto e, certa noite, usa o seu tabuleiro Ouija e tenta chamar um espírito. Nada acontece no momento mas, durante a noite, uma luz entra no quarto e entra no corpo de Sylvester. Trata-se do espírito de Herrman Hartmann (Anders W. Berthelsen), o qual fazia parte de um grupo que lutava contra as forças do mal no século XIX. Herrman quer regressar ao mundo dos espíritos mas encontra-se preso no corpo de Sylvester. Oliver (Lasse Borg), o novo vizinho de Lulu, sugere um espiritista local chamado Ricard (Nicolaj Kopernikus). Mas Herrman não é o único que voltou do passado. Um necromante (Lars Mikkelsen), que já havia tido um confronto com Herrman no passado, é a personagem mais maléfica que pretende, adivinhem, governar o mundo.
A história não é nada de novo ou original, mas está bem contada, de uma maneira simples mas eficaz. Tem excelentes efeitos especiais, uma fantástica fotografia em tons de azul e verde, uma realização perfeita cortesia de Nikolaj Arcel e boas performances por parte de todo o elenco (em especial o jovem Lucas Munk Biling que faz aqui a sua estreia, tendo de representar duas personagens completamente diferentes, o que faz com um à vontade inacreditável). Já o fizeram passar por um filme direccionado para a família ou para um público infanto-juvenil. Na minha opinião é demasiado negro e intenso para poder agradar a crianças ou ser apelidado de familiar, mas não chega a ser propriamente assustador ou intenso e que vá de encontro aos gostos de fãs de terror. É um filme de fantasia com muita magia, efeitos, aventura, acção, algum humor e um ambiente negro que irá com certeza agradar a fãs do género. Tem miúdos sim, tem magia, tem um argumento que poderá remeter para um nome mais conhecido (não o vou mencionar pois toda a gente o faz, e vocês já devem saber qual é), mas está orientado para um público jovem adulto, na minha modesta opinião. Gostei muito do que vi e foi bom poder afastar-me um pouco dos filmes do género que se vão fazendo nos USA e que têm deixado algo a desejar. 80%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0466449/

03/09/08

Phairii Phinaat Paa Mawrana / Vengeance (2006)

Um jovem polícia chamado Wut persegue uns criminosos que escaparam da prisão, entre os quais se encontra Nasor. Sem ter conhecimento disso, estes partilham um passado. Alegadamente, o pai de Wut assassinou o pai de Nasor por causa de uma valiosa moeda que trouxeram da floresta. O Capitão Wut, juntamente com alguns dos seus subordinados, um guia e a sua filha, perseguem os criminosos no centro de uma selva que se diz estar amaldiçoada. Nenhum dos dois sabe que a moeda que Nasor roubou os liga, e que esta o factor primordial para a maldição que assola a floresta proibida de Thai-Myanmar. Ao longo da jornada estes são atacados por insectos assassinos, uma serpente gigante e outras criaturas demoníacas e vampíricas.
A realização está fantástica; alguns efeitos especiais são bons, outros são tipicamente série B (todo o filme tem este ambiente) mas agradam na mesma (para quem gosta deste material de baixo orçamento); os actores estão acima da média; a história, apesar de ser simples, é eficaz (mas queremos mais nestes tipo de filme?!); e, finalmente, a banda sonora adequa-se na perfeição ao ambiente do filme. É pena a fotografia não estar melhor pois, na maior parte do filme, está tudo muito escuro e nãos e notam certos pormenores, factor importante neste tipo de filmes de fantasia e/ou terror. O filme demora um bom bocado a desenvolver mas, assim que se chega aos 25 minutos finais, a acção, suspense, terror e fantasia não param durante um segundo. Gostei da revelação final, da qual não estava mesmo à espera! Gostei. Não é uma obra-prima mas é puro entretenimento que irá agradar a fãs de acção, terror, suspense e, até, ficção-científica. Muito melhor que algumas das atrocidades que têm saído dos USA nos últimos anos. 70%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0780116/

13/07/08

Redeu-ai / Redeye (2005)

Uma hospedeira, Oh Mi-sun (Shin-yeong Jang), junta-se ao turno da noite de um comboio intercidades e, na sua primeira noite de trabalho, depara-se com alguns eventos sobrenaturais que ocorrem durante a viagem. Este novo comboio foi construído com partes de um outro que teve um acidente há uns anos atrás, do qual resultaram inúmeras vítimas mortais, entre os quais, o pai de Mi-sun. Pouco a pouco o comboio começa a ganhar vida e começa a reivindicar vidas entre os actuais passageiros.
É esta a simples premissa do filme. E até poderia resultar o que, infelizmente, não acontece. A narrativa é muito confusa e há muitos pormenores que estão mal explicados. A resolução do enigma do comboio e dos seus fantasmagóricos ocupantes não é das melhores e, mais uma vez, está mal explicada e alguns pormenores não fazem sentido. Mas é só aspectos negativos? Não. Em termos de efeitos especiais, fotografia e até a própria realização, o filme é fantástico e tem momentos arrepiantes muito bem conseguidos. Mas realço apenas essa componente visual pois, como já referi, o argumento pretende ser algo de muito elaborado e acaba por falhar redondamente. Apenas para os fãs “diehard” de terror asiático e que ainda não estão fartos de assustadoras raparigas de cabelos longos pretos a surgir de todos os cantos e esquinas. 40%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0448707/

03/06/08

Chakushin Ari / One Missed Call (TV) (2005)

Depois de ter visto a trilogia de filmes, e de ter gostado imenso, eis que me surge a oportunidade de pôr as mãos (e olhos) na série de TV (ou Dorama, como é apelidada no Japão). Em termos de edição oficial, esta surge entre o 2º e o 3º filme. Ao todo são 10 episódios, com uma duração individual de 45 minutos, que seguem a mesma premissa dos filmes. A grande diferença é que este Dorama é mais direccionado para o mistério-suspense-policial do que propriamente para o terror puro (leia-se: J-Horror). Mas não se preocupem os fãs “diehard” do J-Horror pois há terror em boas doses. Muito humor (tipicamente Japonês) à mistura e algum drama (sem chegar ao usual melodramatismo asiático) ajudam a condimentar. Alguns dos efeitos especiais é que deixam algo a desejar, mas claro está, estamos a lidar com uma série de TV e não com um filme de alto orçamento. Mas também não é nada que arruíne o visionamento. Há até alguns efeitos (mais na linha do terror) que estão ao mais alto nível do que estamos habituados no género vindo do Japão. Os actores e actrizes estão, como habitual numa produção Japonesa, excelentes. Mas, como é evidente, o espectador tem de estar habituado a cinema/TV e/ou cultura nipónica em geral para poder apreciar os comportamentos, algo bizarros para um ocidental. O argumento é excelente, está muito bem escrito, com muitas reviravoltas interessantes, conseguindo agarrar o espectador do início ao fim de cada episódio, e deixando-o “pendurado” no final, ansiando por mais. O final (da série) é ambíguo. Deixa-nos a pensar um pouco. Coisa habitual no J-Horror, eu sei. Eu achei, no mínimo, interessante, embora estivesse à espera de outro tipo de final, deixando-me este algo desiludido. Mas não de todo.
Outro tópico que não posso deixar de referir é a faixa musical que encerra cada episódio. Trata-se da faixa “Heart” da “girls band” japonesa D.D.D. É extremamente “catchy” e viciante. Eu a gostar de uma faixa Pop e, ainda por cima, interpretada de uma “girls band”? É claro que se trata de J-Pop, por isso, deixo passar, he, he. Brincadeiras à parte, é mais que certo que se gostarmos de um filme ou de uma série de TV, acabaremos por ficar viciados também na sua música, mesmo que não faça parte do nosso universo musical de preferência. Foi o que aconteceu neste caso. Ainda vos deixo aqui o videoclip da mesma para vosso deleite (ou para que deixem as vossas queixas, he, he).
No geral, valem a pena os 450 minutos que se passam em frente ao ecrã. Para os fãs da trilogia de filmes. 80%
RDS

Website Oficial:
http://www.tv-asahi.co.jp/chakushin/
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1015573/
Chakushin Ari - Excerto


D.D.D. - Heart (Chakushin Ari OST)

24/04/08

Gwishini Sanda / Ghost House (2004)

Pil-gi é um miúdo que vive com o pai. Estes têm sempre desentendimentos com os senhorios das casas onde vivem, o que os leva e estar sempre a mudar. Avançamos no tempo. Pil-gi (Seung-won Cha) é já um adulto e está a comprar a sua primeira casa, tal como tinha prometido em tempos ao falecido pai. A casa parece perfeita à primeira. Boa localização, bonita, e disponível por um bom preço. Pil-gi está satisfeito com a sua compra, até que coisas estranhas começam a acontecer. A casa começa a atacá-lo, móveis mexem-se, pratos voam, aparecem galinhas (uma das suas fobias) em números exorbitantes. Uma das cenas mais hilariantes tem a ver com um aparelho de televisão. Só mesmo vendo para perceber o que é. Ora, estes ataques têm a sua razão de ser. A casa é habitada por uma fantasma. Mas uma muito bonita, nada dos habituais espectros horripilantes dos filmes de terror. Esta fantasma, Yeon-hwa (Seo-hee Jang), a anterior moradora, tenta expulsá-lo de sua casa. O filme começa numa linha de comédia de terror (as chamadas “horror comedies” em inglês, muito populares nos 80s) mas, como habitual nos filmes Coreanos (e asiáticos em geral), há uma viragem no estilo a cero ponto. Sem querer estar a revelar muito da história, a certa altura do filme ficamos a saber o porquê daquela fantasma estar presa à casa. Passamos por uma breve fase mais direccionada para o drama. Pil-gi tenta ajudá-la. Entretanto, uma outra personagem aparece em cena e Pil-gi e Yeon-hwa têm de unir esforços para lutar contra um inimigo comum. Uma luta final, bem ao estilo das comédias de terror dos 80s (as séries “House” e “Evil Dead” vêm à cabeça), vai decidir tudo. Tanto Seung-won Cha como Seo-hee Jang estão fabulosos nos seus respectivos papéis. Assim como o resto do elenco. Sem ser uma obra-prima, o filme cumpre o seu intento. Gostei muito de todas as “fases” do mesmo, tanto a comédia mais declarada, como as partes mais sérias. São duas horas de filme, mas que passam sem darmos por isso. Para quem gosta de comédia em geral, comédias Coreanas e 80s horror comedies em particular. 75%
RDS
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27/03/08

Shutter (2004) - Trailer

Shutter (2004)

Um jovem fotografo chamado Tun (Ananda Everingham) e a sua namorada Jane (Natthaweeranuch Thongmee) atropelam uma rapariga ao regressar de uma jantar com um grupo de amigos. Tun convence Jane, que ia a guiar o carro, a fugir do local sem ajudar a vítima. Após este incidente, Tun começa a ver sombras misteriosas nas suas fotografias. Depois de fazer algumas investigações, este descobre que a rapariga atropelada era uma Natre (Achita Sikamana), ex-namorada e ex-colega de faculdade. No decorrer dos eventos, Jane descobre que o seu namorado esconde uma parte do seu passado que envolve Natre e o seu grupo de amigos.
Parece que não é só do Japão e da Coreia Do Sul que vêm os grandes filmes de terror e suspense. A Tailândia já está a ser responsável por uma série de filmes, com este “Shutter” à cabeça, que rivalizam com os seus pares Japoneses e Coreanos. “Shutter” é um filme intenso, assustador, perturbador. Já li algumas críticas e comentários que o apontam como um dos melhore filmes asiáticos de terror desde “Ju-On” e “Ringu”. Não posso senão concordar com a afirmação. Há já algum tempo que não via um filme tão assustador como este. Segundo parece, os realizadores, Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom estão na casa dos 20s e este é apenas o seu primeiro filme. Se é isto que conseguem na sua primeira experiência cinematográfica, então aguardo ansioso por mais trabalhos destes senhores. Promissores sem dúvida.
Para variar um pouco, o remake nos Estados Unidos é já uma realidade. Que fazer? Cópias medíocres de obras-primas? Gostaria de dizer que me passam ao lado mas eu, como consumidor impulsivo de cinema, gosto de ver tudo e depois comparar. No entanto, remakes à parte, o original estará sempre disponível para nós cinéfilos. Altamente aconselhável. 90%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0440803/

[Escrito ao som de Doomsword “Doomsword” (Underground Symphony 1999)]

Kowai Onna / Unholy Women (2006) - Trailer

Kowai Onna / Unholy Women (2006)

“Unholy Women” é uma antologia composta por 3 contos de terror / suspense oriunda do Japão. O argumento e a realização são creditados a Keita Amemiya e Takuji Suzuki. Passo a descrever e comentar um a um estes bizarros e surreais contos do país do sol nascente.

“Rattle Rattle”: Inicia como um qualquer filme de J-Horror mas rapidamente se transforma num pesadelo bizarro, surreal, de contornos quase psicadélicos, mais até do que propriamente assustador. Mas estejam descansados (ou não) que tem alguns pormenores bem assustadores. Kanako é uma jovem que chega a casa após uma saída com o seu namorado. O carro derruba uma jarra com flores que está num pequeno santuário à beira da estrada. Ao fazer o resto do caminho a pé, Kanako é atingida por algo que cai do cimo de um prédio, localizado perto do referido santuário. Após o embate, a rapariga começa a ter visões estranhas e a ser perseguida por um ser estranho, assustador, bizarro (já repararam quanto vezes usei esta palavra? Vejam o filme e depois dão-me razão!). A nossa heroína (Noriko Kakagoshi, o único senão nesta curta-metragem pois a rapariga não tem qualquer habilidade na arte da representação!) inicia uma investigação para saber sobre o suicídio de uma mulher e do seu falecido filho. O final é surpreendente. Ah, já gora, o título “Rattle Rattle”, é o som que a estranha criatura faz ao movimentar-se. 70%

“Hagane (Steel)”: Bizarro! Se eu usei a palavra para descrever o filme anterior, então aqui é que se encaixa na perfeição! Esta é uma das coisas mais estranhas e surreais que eu já vi em filme. Estes Japoneses lembram-se de tudo e mais alguma coisa. Sekiguchi é um miúdo do tipo “cromo” que trabalha numa oficina mecânica. Certo dia, o seu patrão mostra-lhe uma fotografia da sua irmã e pede-lhe para a levar a passear. Diz-lhe até para levar o carro desportivo de um cliente. Assim que o rapaz chega a casa do patrão confronta-se não com a rapariga da fotografia, mas com outro cenário bem diferente. Não quero estar a estragar-vos a surpresa pois vale bem a pena. Acreditem que é para largar um palavrão bem sonoro! A partir daí o encontro, e posteriores encontros (a bom custo evitados pelo rapaz), tornam-se em situações perfeitamente bizarras e surreais (vejam “Unhole Women” e vão usar estas palavras tão amiúde como eu). Comédia negra, suspense, terror e algum Gore. Há um pouco de tudo condensado nesta obra-prima da esquisitice. Todos os constituintes da antologia são fantásticos, mas só por este “Hagane” já vale a pena o visionamento. Fabuloso! 95%

“The Inheritance”: Para os fãs das histórias de fantasmas Japonesas. No entanto, acaba por ser até mais real do que propriamente sobrenatural. Esta história, que encerra a antologia, é plena de suspense, intensa, perturbadora, de um terror psicológico fortíssimo. Saeko é uma mulher recentemente divorciada que sai de Tóquio e regressa à sua terra natal, junto com o seu filho, para viver com a sua mãe. Já na casa, Saeko começa a agir de forma estranha, distante, agressiva, quase psicótica. Mas esta repentina mudança não é nova naquela casa. Em tempos houve outro incidente que envolveu a sua mãe e o seu irmão Mashaiko. Sem querer estar a arruinar o visionamento, posso dizer que o final não é dos mais agradáveis, mas isso apenas acentua ainda mais o ambiente extremamente tenso do filme. Um final feliz não conseguiria ter tanto impacto. É pena ser apenas uma curta-metragem, pois o tema poderia ser melhor explorado. 70%

Avaliação Final: 80%

RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0959314/

[Escrito ao som de Diamanda Galas w/ John Paul Jones “The Sporting Life” (Mute 1994)]

16/03/08

Reincarnation (2005) - Trailer

Reincarnation / Rinne (2005)

Em 1970, um professor universitário assassina os dois filhos menores, assim como os empregados e hóspedes do hotel onde está a passar férias. Passados 35 anos, o realizador de filmes de terror e suspense Ikuo Matsumura (Kippei Shiina) está a trabalhar num filme baseado no crime. Yuka (Nagisa Sugiura), uma jovem actriz que tem o papel principal, começa a ver fantasmas durante a gravação do filme. Fantasmas que, ficamos a saber mais tarde, são os das vítimas envolvidas no já referido crime. Com o decorrer do filme somos levados a pensar que Yuka poderá ter alguma relação com uma das vítimas, mas propriamente da maneira que estamos a pensar… As vítimas clamam por vingança. Vejam e depois percebem.
“Reincarnation” tem um final surpreendente. Dos melhores que vi nos últimos tempos num filme e que acaba por atribuir à história outra profundidade. A cena das “prendas” oferecidas a Yuka, no final, é arrepiante. Não no sentido de assustar ao ponto de “dar um pulo na cadeira” mas, mais uma vez é a ideia em si e a sua compreensão. Vejam e depois percebem o que eu quero dizer.
Como habitual nos filmes Japoneses (e Asiáticos em geral) de terror e suspense, depois das revelações que nos levam a perceber muitas das pontas que ficaram soltas durante o filme, levamos com uma reviravolta que nos deixa surpreendidos e que nos leva a reorganizar os nosso pensamentos de outra maneira. Mas mesmo no fim temos ainda direito a outra reviravolta que nos remete de novo para uma reestruturação da nossa análise. É nisto que reside o meu gosto intenso por terror e suspense asiático, o facto de se recusar a dar-nos as coisas todas explicadinhas, mas sim levar-nos a pensar. E muito!
Embora contenha muitos elementos típicos do J-Horror, “Reincarnation” é mais um thriller sobrenatural do que propriamente um filme de terror. Não nos deixa perceber à primeira o que está a acontecer, e não percebemos muito bem o porquê do título do filme mas, aos poucos, vamos descobrindo o que nos querem dizer, até chegar à revelação climática, consequente reviravolta e final surpreendente.
Não me assustou particularmente pois é mais, como já referi, um thriller psicológico de contornos sobrenaturais do que propriamente terror puro. Ou talvez esteja a ficar um pouco dos elementos que se estão a tornar cliché no J-Horror, tais como a imagem do menino(a) com o rosto pálido, cabelo sobre a cara e um olhar demoníaco; fantasmas que aparecem em segundo plano; entre outros. De qualquer modo “Reincarnation”, escrito e realizado por Takashi “Ju-On” Shimizu (com a colaboração no argumento de Masaki Adachi), é um filme que irá agradar a fãs do género. Aconselho vivamente. 85%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0456630/

08/03/08

Leák / Mystics In Bali (1981)

A história é muito simples, banal até. Uma Norteamericana, Catherine Kean (Ilona Agathe Bastian), está a escrever um livro sobre magia negra. Depois de ter estado noutros locais, como Cuba por exemplo, onde aprendeu vudú, viaja para Bali, na Indonésia, onde pretende aprender Leyak. Leyak é uma forma de magia negra primitiva, supostamente, das mais poderosas. Com a ajuda do seu amigo Mahendra (Yos Santo) consegue tornar-se discípula da Rainha do Leák (Sofia W.D.).
Infelizmente é extremamente difícil encontrar a versão original deste filme, mesmo por meios poucos legais, e apenas tive a oportunidade de visionar a única versão disponível, que é (muito mal) dobrada em inglês. Gostaria imenso de ver isto na língua original.
O argumento é extremamente simples, os diálogos são banais e por vezes absurdos (bom, escrevo isto tendo em conta a versão dobrada, mas a original não deve andar muito longe), os actores são péssimos e parecem estar a movimentar-se e a falar como zombies, muuuuito leeentaaaamenteee. Segundo parece, Ilona Agathe Bastian, a actriz principal, era uma turista Alemã que estava de passagem pela Indonésia e que chamou a atenção a um dos produtores do filme, que lhe ofereceu o papel principal. Este foi o seu primeiro e único filme até à data.
O som (mais uma vez, baseando-me na dobragem) é péssimo; a imagem não é assim tão má, mas quando se trata da cabeça voadora, fica logo péssima (talvez devido à “técnica” que utilizaram para esse efeito especial, com montagens e sobreposição de filmagens); a edição também não está assim tão má. Os efeitos especiais são primitivos, do tipo “vêem-se os fios dos ovnis”, mas resultam. Como se isso não bastasse, a péssima dobragem desta versão que eu visionei, ainda tornam tudo mais “far out”. Aliás, é tudo isso em conjunto que faz o filme e cria a sua aura de culto.
Este filme é bizarro, surreal, psicadélico por vezes até. Pode parecer que não, mas isto ainda me causou alguns arrepios. Tentem ver isto depois da meia-noite, sozinhos, com o quarto escuro, como eu o fiz, e depois digam qualquer coisa. A célebre cena da cabeça que se desprende do corpo ainda com as entranhas agarradas é sublime! Uma cena brutalíssima a nível visual é a da já referida cabeça a sugar um feto directamente das entranhas da mãe grávida. Seja com maus ou bons efeitos especiais, a cena é grotesca e revoltante. E quanto ao riso da Rainha do Leyak, é tão grotesco e por vezes absurdo que chega a arrepiar e incomodar seriamente!
Como se costuma dizer, é tão mau que chega a ser bom. Um “must” para qualquer fã de cinema série B, oriental, terror, fantasia e bizarrias em geral. 80%
RDS

IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0097942/
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Mystics In Bali (1981) - The Fying Head

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