Amemiya Hotaru (Ayase Haruka) trabalha numa companhia de design de interiores. Mas a vida privada desta jovem contrasta com a sua vida profissional. Vive sozinha, é extremamente desarrumada, gosta de andar de fato de treino por casa, sentar-se no alpendre a beber uma cerveja de lata, e dormir no mesmo sob um par de folhas de jornal. Não tem namorado, nem o pretende ter muito cedo. A casa não é sua, foi arrendada por um senhor através de um contrato assinado num guardanapo de bar. Certo dia o filho do seu senhorio, recentemente separado da sua esposa, vai viver para casa do seu pai mas sem saber, é claro, que esta já se encontra habitada pela peculiar Hotaru. O contraste não poderia ser maior pois este é arrumado e certinho. Mas nenhum dos dois quer sair da casa e acabam por viver sob o mesmo tecto mas sem qualquer tipo de relação. Aliás, a relação que estes têm é meramente profissional pois, por coincidência, Takano Seiichi (Fujiki Naohito) é o patrão de Hotaru. Mas ninguém pode saber que estes vivem juntos. Muito humor, peripécias e algum romance pautam “Hotaru No Hikari”. Apesar de não ser adepto de romances, quando se trata de algo com muito humor como é o caso, dou sempre uma oportunidade. Neste caso foi aposta ganha. 90% RDS - http://wiki.d-addicts.com/Hotaru_no_Hikari http://www.ntv.co.jp/himono/ -
Sucesso do mundo do “manga” e, posteriormente, do “anime”, esta adaptação para “live action” de “Attack No.1” segue a mesma linha dos seus antecessores. Kozue (Ueto Aya) é uma rapariga alegre e positiva que joga na equipa de voleibol do seu liceu. Esta, tal como todas as outras jogadoras de voleibol nos liceus pelo Japão fora, anseia jogar na equipa nacional. E esse desejo concretiza-se, mas não sem lhe trazer alguns desgostos. Um treinador tirano, sessões de treino extremas, problemas com as suas amigas, rivalidade entre membros da equipa, etc. Mas esta persevera sem perder a força, a sua vivacidade e alegria próprias da sua personalidade. Depois de tantos “dorama” centrados no desporto e cuja acção se passa, na maioria, num liceu, fiquei de pé atrás pensando se valeria a pena ver mais um. Como gostei tanto dos outros, e também baseado nas excelentes críticas, é claro que dei uma oportunidade a “Attack No.1”. E não fiquei desiludido, muito pelo contrário, gostei muito. Um excelente argumento, com muitas reviravoltas, personagens bem exploradas (dentro do possível em 11 episódios), muita acção (e eu não sou grande fã de desporto), assim como irrepreensíveis performances das actrizes e actores principais. O final é que poderia ter sido mais elaborado. Não está mal, mas foi algo “ligeiro” e contrastou com o tom mais “pesado” do resto da série. Mas funcionou um pouco como a “luz ao fim do túnel” e, por isso, um final até aceitável. Outro ponto menos positivo foi o que aconteceu a uma das personagens secundárias (não quero estar a arruinar-vos a história), numa situação que me pareceu algo forçada e despropositada. Apesar disto, um “dorama” fantástico que conto rever e recomendo a fãs de títulos como “Waterboys”, “Rookies” ou “H2”, por exemplo. 90% RDS - http://wiki.d-addicts.com/Attack_No.1 http://en.wikipedia.org/wiki/Attack_No._1 http://www.jdorama.com/drama.911.htm http://www.tv-asahi.co.jp/no1/
Mop Girl (Moppu Gāru) é uma série baseada no livro do mesmo título da autoria de Kato Miaki. Momoko Hasegawa (Keiko Kitagawa) trabalha numa agência funerária e tem como instrumento de trabalho uma esfregona (“mop”). Esta possui o poder de voltar atrás no tempo ao tocar nos pertences dos falecidos e, assim, evitar a morte dos mesmos. A ideia principal de “Mop Girl” remete-nos para a série Norte-Americana “Tru Calling” mas sem o ambiente dramático e carregado desta. Pelo contrário, aqui apostam no humor e para esse efeito temos como personagem principal uma rapariga trapalhona e desastrada. Keiko Kitagawa está perfeita como Momoko, assim como o seu companheiro de aventuras, o seu superior no trabalho Otomo Shotaro (Tanihara Shosuke), um “Don Juan” maníaco por mulheres estrangeiras (em particular francesas). Gostei muito deste “dorama” e recomendo. O único senão, situação habitual nos “dorama” Japoneses, é que a série não tem um fim propriamente dito. O último episódio é apenas mais um (se bem que com uma história diferente) e no final ficamos com a sensação de que vai haver mais. Mesmo assim, vale a pena para dar umas boas gargalhadas com as peripécias de Momoko. 90% RDS
O cantor / compositor / poeta / actor Francês Serge Gainsbourg e a cantora / actriz Britânica Jane Birkin protagonizam esta comédia romântica datada de 1969. Serge (Serge Gainsbourg) é um bem sucedido realizador de cinema que deixa a sua mulher, que se encontra grávida, em França, para ir assistir a um festival de comerciais televisivos em Veneza. Lá envolve-se amorosamente com uma jovem Britânica (Jane Birkin). Tal como no grande ecrã, estes apaixonaram-se na vida real, durante a produção do filme, o que acabou com o segundo casamento de Gainsbourg e deu origem a um dos mais badalados romances dos finais dos 60s. Não sendo o tipo de filme, ou de humor inclusive, que me agrade particularmente, foi uma visualização diferente do material mais “pesado” que tenho visto nos últimos tempos. Humor, drama, romance, há um pouco de tudo. A banda sonora foi preenchida com vários temas de Gainsbourg, assim como “The Slogan Song”, o dueto entre este e Birkin, gravado para o efeito. Não é dos mais originais no género, e vale mais até por ter sido o catalisador do já referido romance na vida real. Quanto à reedição em DVD por parte da Cult Epics, esta vem em formato duplo e contém o filme (90 minutos, áudio em Francês com legendas em Inglês), entrevistas com a actriz Jane Birkin e o realizador Pierre Grimblant, uma entrevista com o escritor e comentador Francês Frédéric Belgbeder, promocionais de TV com os dois actores principais e o realizador, publicidades televisivas e o obrigatório trailer. O material de bónus, que é sempre bemvindo, totaliza 90 minutos. O trabalho de recuperação da Cult Epics é de saudar, pois não basta pegar numa cópia perdida de um filme, meter-lhe uma capa por cima, e temos DVD. Isto é uma verdadeira edição de luxo que de certo irá agradar a qualquer fã de cinema. A avaliação final faz o balanço entre o filme por si próprio e a edição em DVD da Cult Epics. 75% RDS
Um grupo de aldeões parte à procura do feiticeiro Ulrich (Ralph Richardson, RIP) com o propósito de lhe pedir ajuda, pois a sua vila é aterrorizada por um enorme dragão. O Rei Casiodorus Rex (Peter Eyre) fez um pacto com o dragão e, em troca do sacrifício de algumas virgens, este deixa a aldeia em paz. Mas os habitantes estão fartos de perder as suas filhas. Mesmo antes de iniciar a viagem, Ulrich é assassinado e o seu aprendiz Galen (Peter MacNicol) voluntaria-se para tomar o seu lugar. A história não evolui muito mais do que isto, baseando-se o filme apenas na tentativa de matar o dragão. Alguma acção, algum romance, muita feitiçaria, e algum humor. São estes os ingredientes deste típico filme “sword & sorcery” dos 80s. Os actores, na sua grande maioria, estão muito bem, em especial Sir Ralph Richardson. Peter MacNicol, aqui na sua estreia em filme, também está muito bem como o jovem feiticeiro Galen. Outros nomes da lista de actores são Ian McDiarmid, Caitlin Clarke (RIP), Sydney Bromley (RIP), Roger Kemp ou John Hallam (RIP). Apesar de alguns dos efeitos especiais não serem fantásticos, estão bem acima da média não podendo ser apelidados de série B e, no geral, satisfazem. O dragão é um dos pontos positivos nesta área. Este deve ser um dos primeiros dragões em filme que me pareceu real. Um dos aspectos negativos é a fotografia que, em muitas cenas tem um tom escuro demais. Mas, segundo parece, esta foi uma das maiores queixas aquando da exibição da película nas salas, em 1981. Não é dos melhores filmes de “sword & sorcery” que já vi mas, mesmo assim, superior a muita da treta que se vê hoje em dia. Com tanta tecnologia, CGI e dinheiro disponíveis hoje em dia, como é que não se conseguem fazer filmes de fantasia melhores? Sem dúvida alguma a década de 80, além de ser prolífica neste tipo de filmes (Conan, Hawk The Slayer, Dragonslayer, The Sword And The Sorcerer, etc), foi também a melhor. Recomenda-se aos fãs do género. 70% RDS
Este filme é baseado na personagem e nas histórias de Robert E. Howard (criador de Conan na década de 30; colaborador da Weird Tales; amigo de H.P. Lovecraft; cometeu suicido em 1936 com apenas 30 anos de idade). Um bárbaro chamado Kull (Kevin Sorbo) torna-se rei pelas próprias mãos do anterior monarca, o qual acabou de matar. Mas os herdeiros do rei não se conformam e tentam assassinar Kull e recuperar o trono. Para isso ressuscitam uma velha rainha feiticeira chamada Akivasha (Tia Carrere). Estes conseguem retirar Kull do caminho mas o guerreiro, com a ajuda da profeta Zareta (Karina Lombard) e do seu irmão, o sacerdote Ascalante (Litefoot), parte à procura do gélido bafo de Volka, a única coisa capaz de deter a feiticeira e os seus maléficos planos de reinar sobre um manto de escuridão. Sorbo está no seu melhor (ou pior, dirão as más línguas) pois este tipo de personagem é a sua imagem de marca (para quem não sabe ainda, “shame on you”, este é Hércules em “Hercules, The Legendary Journeys”); Tia Carrere não é certamente uma das melhores actrizes de sempre, longe disso, mas cumpre o seu papel como a maligna Akivasha e até dá um certo ar de série B ao filme; Thomas Ian Griffith está bem no papel do General Taligaro, assim como Litefoot representa bem o sacerdote Ascalante. O único senão é Karina Lombard. Já vi representações piores, isso é certo, mas Lombard arruína por completo o filme. E o pior nem é a representação mas sim a sua voz grave que chega a ser insuportável. Outra actriz como Zareta e a película teria ficado muito melhor. Muita acção, fantasia, um trabalho de fotografia sensacional, uma banda sonora soberba e, “a cereja no topo do bolo”, aquele “feeling” de filme de série B sempre adequado a películas de “sword & sorcery”. Outro ponto positivo do filme é a banda sonora da responsabilidade de Joel Goldsmith. A fusão de composições orquestrais sinfónicas com Heavy Metal adequa-se na perfeição à história e a todo o cenário épico desta obra de “sword & sorcery”. Esta é daquelas bandas sonoras que se aguenta por si só sem ser necessária a visualização do filme. Recomendo tanto o filme como a banda sonora. 80% RDS
Há mil anos atrás o espírito de um maligno feiticeiro foi aprisionado no lago pelo primeiro imperador do Império Chilla. Este é libertado e apodera-se do corpo da bela Já Woon-bi (Hyo-jin Kim), esposa do General Biharang (Jun-ho Jeong), com o único propósito de se vingar, eliminado a dinastia que assassinou a sua gente, e o aprisionou no lago durante um milénio. O General Biharang encontra-se num dilema emocional pois tem de destruir o espírito mas, ao fazê-lo, irá matar a sua amada esposa. É esta a simples premissa deste filme. Como habitual nos filmes Sul-Coreanos do género, temos direito a uma fabulosa fusão de fantasia, romance, drama, acção e, neste filme em particular, até algum terror. Muito movimento, performances acima da média, efeitos especiais fantásticos, um trabalho de fotografia sensacional e muita emoção. Por muitos filmes que se vejam com as mesmas fórmulas repetidas até à exaustão, é difícil ficarmos impávidos e serenos a toda a tensão e emoção que se cria desde o início até ao fim (neste em especial, um momento melodramático extremo tipicamente Sul-Coreano). É um dos melhores filmes Sul-Coreanos de fantasia que já vi e, como já referi, foi-me difícil tirar os olhos do ecrã durante os cerca de 95 minutos. Sou um fanático da fantasia, o que fazer?! Recomendo a quem gostou de “Bichunmoo”, “The Restless”, “The Duelist” e outros similares. 85% RDS
Pois é. Estou viciado em Doramas (séries de TV Japonesas). Esta é mais uma das que me aconselharam e em que, para variar, a história se desenrola num liceu. A história da série é baseada no popular livro de Gen Shiraiwa com o mesmo título. Kiritani Shuji (Kamenashi Kazuya) é o Sr. Popular lá do liceu e dá-se bem com toda a gente. A única pessoa que ele não consegue aturar é Kusano Akira (Yamashita Tomohisa). Akira fala, ri-se a age de um modo deveras estranho e é do mais maçador possível. Kotani “Nobuta” Nobuko (Horikita Maki) é transferida para o liceu deste dois rapazes e as coisas vão mudar drasticamente na vida dos três. Nobuko é uma rapariga depressiva, com baixa estima, e que está acostumada a ser gozada pelos seus colegas de escola. E nesta nova escola a situação não vai ser muito diferente. Mas Shuji e Akira unem esforços para “produzir” Nobuko e torná-la numa pessoa popular no liceu. Mas há uma única condição; ninguém pode saber que estes estão a trabalhar juntos. Mas há uma pessoa que fica a par do seu plano e tenta arruiná-lo. No decorrer da “produção” os 3 vão tornar-se amigos inseparáveis, o que nunca iria acontecer sob condições normais. O ambiente é, no geral, ligeiro e descontraído, mas lida-se aqui também com alguns assuntos mais sérios. Para quem já está habituado a séries e filmes Japoneses, será já um dado adquirido, esta particular mescla de géneros. E, também para não variar na ficção nipónica, o final é imprevisível e poderá não ser o mais agradável aos olhos de um ocidental, mas é autêntico e poderia acontecer dessa mesma maneira na vida real, ao contrário dos habituais finais fantasiados do material vindo dos USA. Algum humor, drama, romance e as fantásticas prestações dos 3 jovens actores dão cor a “Nobuta wo Produce” e fazem as delícias dos amantes de Doramas. Mais uma vez, uma série que me prendeu a atenção até ao fim e que recomendo. Resta ainda referir que o tema final da série é cantado pelos dois actores principais, já por si membros de bandas J-Pop, e que aqui assumem os nomes das suas personagens. O single de “Seishun Amigo”, cantado por Shuji To Akira, vendeu mais de 1 milhão de exemplares em 2005 e tornou-se o single mais bem sucedido desse ano. 80% RDS
Este é mais um excelente Dorama Japonês que tive o prazer de ver. A premissa da série é perfeitamente absurda e dá azo a um rol de inúmeras situações caricatas. Mas não é propriamente original, visto que é baseada no popular filme Coreano “Doosabu Iichae” de 2001. “My Boss My Hero” é o título internacional do referido filme. Sakaki Makio (Nagase Tomoya), conhecido nos seus meios por “Tornado”, tem 27 anos, é filho de um chefe Yakuza, Sakaki Kiichi (Ichimura Masachika), e o seu directo sucessor. Mas Sakaki é um perfeito idiota e arruína um negócio de milhões ao pai por um “pequeno” erro de cálculo (coisa do género 20 + 5 + …). O pai começa a pensar se não será um erro que o filho o suceda na chefia mas ao ver que este quer mesmo ser chefe, propõe-lhe o seguinte: ir para o último ano do liceu e graduar-se. Apenas com o diploma este poderá vir a ser o 3º chefe do gang Yakuza. Se este não conseguir acabar o liceu, a chefia irá para o filho mais novo, Sakaki Mikio (Kikawada Masaya), que está a finalizar o seu curso superior em Economia. Sakaki Kiichi conhece o director de um liceu da zona e consegue inscrever o seu filho. Mas Sakaki Makio tem de fazer-se passar por um jovem de 17 anos, vestir-se, falar e comportar-se como tal, não deixando a sua verdadeira identidade vir ao de cima. Apenas o director da escola sabe toda a verdade. Não é só interessante a premissa central como também a escolha do actor principal, um tipo alto, forte e com semblante duro, o que destoa imenso com os típicos adolescentes de 17 anos. Além disso, este tem 27 anos, sendo portanto mais velho que alguns dos seus professores. Nagase Tomoya poderá por vezes parecer algo exagerado e até anime-esco, mas a comédia japonesa é mesmo assim. Quem está habituado, já sabe o que esperar. O contraste com o seu novo e improvável amigo, Sakurakoji Jun (Tegoshi Yuya), tanto físico como de personalidades, é fantástico. São imensas as situações hilariantes e, ao longo de um ano de aulas, Makio aprende muitas lições com os seus novos amigos e professores. De salientar o tema final, “Sorafune” dos Tokio, uma malha de J-Pop viciante e que aumenta a carga emocional da série. De referir ainda que o actor principal, Nagase Tomoya, é o vocalista desta popular banda J-Pop. Como habitual na séries nipónicas, são apenas 10 episódios, num total de cerca de 500 minutos. Um Dorama verdadeiramente hilariante e com muitas emoções fortes que eu aconselho vivamente. 90% RDS
Depois do sucesso de “My Sassy Girl” (já aqui revisto no Zona de Culto), a Coreia Do Sul tornou-se prolífica, para o bem e para o mal, em comédias românticas. Algumas resultam melhor que outras lá isso é verdade mas, de um modo geral, têm tudo para agradar a fãs do género. Como actualmente tenho andado extremamente cansado e saturado com o meu trabalho, tenho optado por ver apenas comédias, para descontrair. Entre a visualização de todas as séries de “Water Boys”, alguns destes filmes têm rodado cá por casa. Passo então a descrever sucintamente cada um dos filmes junto com uma apreciação pessoal.
Lovers Of 6 Years / 6 Nyeon-jjae Yeonae-jung (2008): Este não é propriamente uma comédia mas sim um romance, no entanto, decidi inclui-lo nesta lista porque não fica assim tão desenquadrado. Ha-Neul Kim (protagonista também em “My Tutor Friend”) e Gye-sang Yun interpretam, respectivamente, Lee Da-jin e Kim Jae-yeong, um casal de namorados que mantém a relação há 6 anos. Estes vivem em apartamentos lado a lado mas convivem no dia-a-dia como se morassem juntos. Conhecem-se como ninguém em todos os aspectos mas isso está a apagar alguma da magia do início e a relação está a começar a atravessar uma fase difícil. Começam a afastar-se gradualmente, surgem tentações, infidelidades, etc. Apesar dos clichés, tanto do lado masculino como do lado feminino, o filme explora muito bem as relações entre homens e mulheres na dita faixa etária (meio dos 20s, inícios dos 30s). Apesar do ambiente algo dramático do filme a certa altura, há algumas passagens mais descontraídas e o final em aberto agrada. Dentro da temática explorada, um filme muito acima do que se tem feito nos USA. Recomendo. 75% IMDB:http://www.imdb.com/title/tt1233458/
Miss Gold Digger / Yonguijudo Miss Shin (2007): Ye-seul Han é Sin Min-su, uma mulher que encarna personagens diferentes consoante o homem com quem está no momento. Dong-min (Jong-hyeok Lee), Jun-seo (Oh-jung Kwon) e Yun-cheol (In-kwon Kim) são os 3 homens com quem ela está a sair actualmente. O filme tem os seus momentos engraçados com as peripécias de Min-su, as suas mudanças de personalidade, as tentativas de não deixar um dos homens ficar a saber das suas vidas paralelas, etc. No entanto, quando se revela o porquê do seu comportamento em relação aos homens, a coisa não parece ficar bem explicada. É um argumento algo rebuscado, na minha opinião. O final em aberto é engraçado mas não o suficiente para apagar a fraca explicação que nos foi dada pouco antes e a sensação de que a coisa não ficou bem resolvida. No entanto, gostei do filme, são (quase) 2 horas bem descontraídas. Se é isso que pretendem, então dêem uma oportunidade a “Miss Gold Digger”. Se querem algo mais profundo, estão a procurar no local errado. Não só neste filme, mas em quase todas as comédias românticas Sul-Coreanas. 65% IMDB:http://www.imdb.com/title/tt1213617/
My Tutor Friend / Donggabnaegi gwawoehagi (2003): De todo o lote aqui apresentado, está é a melhor comédia romântica, ficando apenas a uns passos de “My Sassy Girl”. Mais uma, segundo parece, baseada numa história real. Choi Su-Wan (Ha-Nuel Kim) e Ji-Hoon Kim (Sang-Woo Kwone) têm ambos 21 anos de idade mas, enquanto Su-Wan está no 2º ano de Universidade, Ji-Hoon ainda está no último ano do liceu. A família de Su-Wan é de classe média e esta tem de ajudar a mãe financeiramente dando explicações. Como não podia deixar de ser, acaba por ir dar explicações a Ji-Hoon, um rapaz rico, mimado e sem planos para o futuro. Para variar, os dois nãos e entendem a início mas a sua relação começa a tornar-se mais forte. A ténue linha entre o ódio e o amor está quase sempre presente neste tipo de filmes e, particularmente nos Coreanos, é obrigatória. Entre a efervescente relação entre as duas personagens principais e os problemas em que o rapaz está sempre metido, há sempre motivos de interesse para manter os olhos no ecrã e dar umas boas gargalhadas. Gostei da performance dos dois actores principais, do argumento, da realização, está tudo soberbo. Para um filme do género, já por si limitado e actualmente esgotado, principalmente na Coreia do Sul, é uma boa surpresa. Recomendo. 90% IMDB:http://www.imdb.com/title/tt0348591/
PB's - Ye Gam (FanVideo) (My Tutor Friend OST)
My Tutor Friend 2 / Donggabnaegi gwawoehagi 2 (2007): Mais do mesmo estão a pensar vocês. Nem por isso. Não se trata de uma sequela pois as personagens são diferentes. Embora o conceito seja semelhante, aqui está explorado de uma forma algo diferente. Junko (Lee Cheong Ah) é uma rapariga Japonesa mas com sangue Coreano por parte da avó. Esta viaja do Japão para a Coreia do Sul como estudante de intercâmbio mas, o seu verdadeiro propósito é outro. Esta corre atrás do objecto da sua paixão, um Coreano que estava a estudar no Japão, onde se conheceram. Na residência onde está alojada conhece Jong Man (Park Ki Woong), o filho do senhorio, um rapaz cheio de si e que, junto com os seus dois amigos, está sempre a criar confusão junto de Junko. Como esta está a ter alguma dificuldade com o seu Coreano, principalmente na faculdade, o pai de Jong Man obriga-o a dar explicações à rapariga. Entre a já referida relação amor-ódio, as confusões criadas pelo choque de culturas e barreiras linguísticas, as peripécias de Junko na procura do seu amado, e ainda um segredo que Jong Ma esconde, temos motivos mais que suficientes para umas boas gargalhadas e boa disposição. Se gostaram do filme original, experimentem este também que não se vão arrepender. 85% IMDB: (não existe)
Please, Teach Me English / Yeongeo Wanjeonjeongbok (2003): Na Young-ju (Na-yeong Lee) é uma rapariga de 25 anos com baixa estima, tímida, com uma vida pessoal desinteressante e que trabalha como oficial público. Depois de um problema ter surgido no trabalho, com um cliente que não fala coreano, decide-se que alguém do escritório tem de aprender a falar inglês. É claro que a escolha teria de recair sobre Young-ju. Do outro lado temos Park Moon-su (Hyuk Jang), um “playboy” que decide ter aulas de inglês para poder falar com a sua irmã, a qual foi adoptada à nascença por uma família Norte-Americana. Além disso, ele pensa que as frases de engate soam melhor em inglês. Estes encontram-se nas aulas e Young-ju pensa ter encontrado a sua alma gémea, mas Moon-su apenas tem olhos para a professora Catherine. Já se sabe onde isto vai parar, não é? Além das habituais confusões neste tipo de comédias, temos ainda a componente cultural e linguística que cria enormes confusões. É impressionante como um simples beijo na face, como forma de cumprimento, pode ser perfeitamente natural para um ocidental e mal visto por um oriental. Vale a pena não só pela componente humorística e romântica como também por esta perspectiva cultural. 75% IMDB:http://www.imdb.com/title/tt0381716/
Venus And Mars / Ssaum (2007): A base da história é simples. Ji-na (Tae-hee Kim) e Sang-min (Kyung-gu Sol) é um casal que enfrenta alguns problemas e acaba por se divorciar. Em vez de ir cada um para o seu lado, iniciam uma infindável batalha em que cada acção de vingança leva a outra. Com este pressuposto, já podem imaginar a boa dose de gargalhadas que irão dar. O final é algo imprevisível, ao contrário do que alguns poderão dizer, mas ainda temos tempo para uma pequena reviravolta engraçada. Gostei do filme mas, como já disse, o final é algo inesperado, pelo menos para este tipo de filmes e, embora tenha gostado da reviravolta e como as coisas ficaram, de certa forma, em aberto, esperava outro desenlace. Mesmo assim, vale a pena. 70% IMDB:http://www.imdb.com/title/tt1193523/
Na sequência do filme “Waterboys”, já aqui revisitado no Zona de Culto, a Fuji TV lança a série de televisão. Esta segue a mesma linha de “Waterboys”, o filme. Dois anos depois da história original, e na mesma escola, um grupo de amigos decide, por mero acidente, formar uma equipa de natação sincronizada masculina. A série, composta por 11 episódios num total de cerca de 500 minutos, segue as aventuras e desventuras deste grupo de amigos, os seus treinos, as desastradas tentativas de performance ao vivo, amizades, amores, etc. Não tão humorístico como o filme, este Dorama apoia-se mais nas relações entre as personagens. Muito humor, aventuras, romance a algum drama fazem esta sequela. As semelhanças com o filme original são imensas e aqui voltamos a ter cinco amigos, sendo um deles o líder, alguns professores são os mesmos, temos a participação especial de um dos ex-alunos, a treinadora da equipa tira uma licença da maternidade abrupta e eles ficam sozinhos na sua aventura, etc. No final, o que esperavam? Uma performance com 32 rapazes (nenhum deles alguma vez tinha praticado natação sincronizada) cheia de movimento, música, emoção e algum humor. Esta é até mais emocionante do que a do filme. Algum material é algo cliché mas, isso prejudica a série? Não. Para quem viu o filme e gostou, aqui está um bom complemento. E aviso desde já, vão ficar viciados não só na série, mas também no tema do genérico final, “Niji” de Fukuyama Masaharu. 80%
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WaterBoys - Genérico Final (Masaharu Fukuyama "Niji")
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Nova série. Water Boys 2. Um ano depois, estamos em 2004, noutra escola, cinco amigos iniciam um clube de natação sincronizada masculina. A particularidade aqui é que esta era uma escola feminina até há dois anos atrás. Hoje me dia é mista mas, 306 raparigas para 32 rapazes (o número é déjá-vu não é?) é algo desequilibrado. As raparigas controlam a escola e os rapazes não têm direitos quase nenhuns. Um dos rapazes teima em querer iniciar um clube apenas masculino, mas tem sempre azar. Até que chega à escola um aluno transferido de Tóquio que não sabe como é que as coisas funcionam por lá. E as aventuras começam. A mesma linha, repetições das mesmas ideias (de um modo propositado), a mesma música no genérico final (embora aqui numa nova versão), um dos professores da escola é um dos alunos do filme, e uma apresentação final, tal como na 1ª série e no filme antes destas. São mais 12 episódios de cerca de 45 minutos cada um, tendo o primeiro cerca de 1 hora de duração e o final cerca de 1h30m. Esta série, apesar de se apoiar também nas relações entre as personagens, é muito mais humorística e bem disposta. Se são daquelas pessoas que gostam dum filme ou duma série e, tal como eu, querem mais e mais e mais, aqui está a sequela perfeita. No entanto, opinião pessoal, o final poderia ter sido outro, pois aqui torna-se algo dramático. Apesar disso recomendo vivamente. 80%
WaterBoys 2 - Excerto
WaterBoys 2 - Genérico Final (Masaharu Fukuyama "Niji")
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Aproveito ainda para dar umas ideias do especial de 2005, “Water Boys Sumer 2005” (aka “Water Boys Finale”). Ainda não o vi todo, mas já posso formar uma ideia sobre o mesmo. Tanaka, uma personagem da 1ª série, encontra-se na faculdade e acaba por ir parar a uma ilha onde, por acidente pois claro (a mesma treinadora do filme e da 1ª série está grávida e nem se havia apercebido!), acaba por ser treinador de uma equipa de jovens que quer afirmar-se perante a sua comunidade. Mais uma vez, uns clichés atrás dos outros. Participações de personagens anteriores, a mesma banda sonora e as mesmas músicas Pop como som de fundo. Mais nostalgia que mais nada. Esta já me pareceu estar a esticar demais a ideia mas, lá está, eu começo a ver e não consigo parar! Recomendo apenas aos fãs de tudo o que está para trás. 65%
Estamos na Coreia do século XIV, Dinastia Chinesa Yuan. O país está sob o governo dos Mongóis. Um casal de apaixonados, Jinha (Shin Hyun-june) e Sullie (Kim Hee-sun), filha ilegítima de um Comandante Mongol, são apanhados no meio. Com o objectivo de formar uma aliança, o pai de Sullie, Taruga (Hak-cheol Kim), planeia casá-la com um poderoso senhor da guerra Chinês. Entretanto Jinha, cuja família foi assassinada por Taruga, fica a par do verdadeiro responsável pela sua tragédia. Movido pelo ódio e, este inicia a aprendizagem da secreta arte marcial do Bichun, um legado de família. A busca do pergaminho sagrado por parte de Jinha é, por diversas vezes, impedida por outros na procura do mesmo segredo. Num destes confrontos, Jinha é salvo por Junkwang, um rico e poderoso filho de um Lorde Han. Mas por um acaso do destino, esse é o homem com quem Sullie terá de casar. Quando Junkwang sabe do amor entre os dois jovens, planeia o assassinato de Jinha. A história deste filme Sul-Coreano, baseado numa banda desenhada, segue uma linha muito similar à do clássico de Shakespeare, “Romeu e Julieta”. Dois jovens que se amam e não conseguem estar juntos por razões externas à sua vontade, não sendo neste caso devido a famílias rivais, mas por razões políticas que envolvem as proveniências dos amantes. Mas é claro que estamos a falar de uma versão “swordplay fantasy” feita na Coreia Do Sul. O que quer isso dizer? Tem muita acção, aventura, artes marciais, fantasia, romance e o típico melodramatismo exacerbado dos filmes Sul-Coreanos. A fotografia, como habitual neste tipo de filmes, é soberba. Belas paisagens com tons de cor pastel criam um festim visual e fazem fundo para todo o movimento e coreografias de artes marciais. A fantástica banda sonora, também para não variar, ajuda muito ao clima. A história é simples, derivativa e tem algumas falhas, que passam quase despercebidas, mas cumpre o seu objectivo principal que é entreter a audiência. Os actores, na sua grande maioria, cumprem também o seu papel na perfeição. Não esperem uma obra-prima pois “Bichunmoo” fica apenas um pouco acima da média. Não é dos melhores do género, mas tem todos os ingredientes para satisfazer quem gosta do estilo. Para fãs de filmes asiáticos de fantasia e artes marciais plenos de movimento e com um aspecto visual riquíssimo. 70% RDS
Três jovens Tailandeses (Ana, Gift e Boat) são misteriosamente transportados, através de um portal, para uma época passada. Trava-se uma guerra civil no antigo Sião (actual Tailândia) e as pessoas de uma pequena vila, Siyama, tentam defendê-la do jugo do infame Ong Mien e seus guerreiros. Para chegar à capital, Ayuthaya, e a conquistar, Ong Mien tem de passar obrigatoriamente por Siyama. Mas os habitantes não o vão permitir. E os três “visitantes” estão lá para os ajudar. “Siyama” não pretende ser um épico ou uma obra-prima. É apenas um filme que tem como intuito divertir o espectador. Missão cumprida. Eu não mudaria muito, apenas talvez o actor que interpreta Boat (Bawriboon Chanreuang) que chega a ser, por momentos, realmente patético. Mas como a história se centra muito mais numa das raparigas do trio, Ana (Thitima Maliwan), assim como num jovem de Siyama, Pray (Than Thanakorn), a personagem de Boat nem chega a incomodar realmente. Todo o resto do elenco está fabuloso; a acção flúi a um ritmo aceitável, sem chegar a ter momentos mortos; a fotografia é fabulosa e a realização de Preecha Songsakul é irrepreensível. A química entre Pray e Ana é outro dos factores que nos envolvem na história., assim como a revelação em relação ao passado de Pray que é inesperada. Como habitual no cinema asiático, há um pouco de tudo, passando por fantasia, acção, comédia e romance. Há filmes do género muito melhores? Há, pois claro. Piores? Também os há. Muitos até. Este está muito acima da média e, apesar de algumas falhas, pouco notórias diga-se de passagem, é um fantástico filme de aventura e fantasia que vai agradar aos fãs do género. Eu gostei muito do filme e, a não ser que sejam daquelas pessoas que estão constantemente a apontar erros e falhas aos filmes, vocês também irão gostar de “Siyama”. 80% RDS
Ho-sik Kim, um jovem Coreano, manteve durante algum tempo um diário online sobre a atribulada e disfuncional relação com a sua namorada. Deste diário resultou um livro com a assinatura do mesmo. Deste livro, resultou um filme pelas mãos de Jae-young Kwak (argumentista e realizador). É precisamente este filme que vos estou a apresentar. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro mas, segundo sei, esta adaptação cinematográfica é fiel ao mesmo. Kyun-woo (Tae-hyun Cha) volta a casa depois de um jantar com uns amigos. No metro é confundido com o namorado de uma rapariga (Ji-hyun Jun) alcoolizada que, depois de incomodar alguns passageiros (e nem só), desmaia e cai ao chão. Kyun-woo vê-se obrigado a tomar conta da rapariga (não é referido o seu nome, sendo apresentada apenas como “a rapariga”). Depois deste ficar a saber o porquê da bebedeira da rapariga, fica com pena e decide tomar conta dela até que ultrapasse o mau momento. No entanto, a rapariga usa e abusa dele. Este torna-se quase um escravo e passa por inúmeras provações, humilhações públicas, e outras situações hilariantes. Mas prometeu a si mesmo tomar conta dela até que fique bem. Para quem não está habituado a ver comédias Coreanas, algumas das situações podem parecer algo absurdas e patéticas. É o humor Coreano, simples, directo, quase infantil. Eu ainda não me habituei muito a este tipo de humor. Mas em “My Sassy Girl” as situações são tão absurdas e surreais que nos levam a manter um constante sorriso. O argumento está muito bem escrito e tem algumas reviravoltas que nos mantêm interessados, muito humor, romance e algum drama. Os actores principais, Cha e Jun, estão fantásticos nas suas respectivas interpretações. São duas horas (137 minutos no director’s cut) que passam quase a voar. Não houve um único momento em que eu estivesse aborrecido. Felizmente tive a sorte de ver a versão longa (director’s cut) que tem cerca de 15 minutos extra. Quando tenho essa oportunidade, não a perco. As versões editadas pelos senhores de fato e gravata por vezes perdem algum material interessante. Mas isto já seria tema para uma crónica à parte. Outro assunto que daria outra boa crónica seria a questão dos remakes. Pois é meus amigos, este filme também vai ter o tratamento de Hollywood e vai ser “americanizado”. Pois eu digo: já chega caramba! Agora todos os filmes de sucesso na Ásia têm que ser alvo de uma medíocre versão “hollywoodesca”? Vejam o original. Ponto final. Aconselho vivamente. 90% RDS
Ano 924, final da Dinastia Shilla. Os contínuos motins varrem a terra governada por um governo corrupto. As violentas forças do mal dominam e os demónios vagueiam a terra. Após ter perdido a sua noiva Yon-hwa (Tae-hee Kim) num incêndio, Yi Gwak (Woo-sung Jung), um guerreiro que tem o poder de ver espíritos, decide entrar para o exército real de caça aos demónios, Chuh-yong-dae. Mas quando todos os seus colegas guerreiros são mortos, Yi Gwak foge e abriga-se num santuário onde encontra a entrada para um mundo que fica entre o Céu e a Terra. Joongcheon, o mundo intermediário entre o céu e a terra, é um local onde as almas permanecem durante 49 dias, onde de preparam para a reincarnação. Aí encontra So Hwa (Kim Tae Hee), uma deusa que se parece fisicamente com a sua falecida amada. So Hwa, a guardiã das portas entre o reino dos mortais e o Joongcheon, encontra-se em perigo quando um exército de almas penadas tenta regressar ao mundo dos vivos. Yi Gwak vai tentar mantê-la a salvo a todo custo mas, no processo, descobre que o referido exército é liderado pelos seus antigos colegas de armas. As actuações são excepcionais (apesar do que se diz noutras críticas feitas por entendidos, ou não, da matéria); a história é relativamente simples, mas cativante; a realização é soberba; os efeitos especiais são fantásticos e a fotografia é assombrosa, com belíssimas paisagens e uma palete de cores fortes e apelativas. “The Restless” é um belíssimo filme de fantasia épica com uma história de amor no centro das atenções e muitas artes marciais a complementar a acção. Não será uma obra-prima, mas é um excelente filme de fantasia / romance / artes marciais. Recomendo a fãs do género. 90% RDS
Este não é propriamente o tipo de filme que eu pretendia divulgar na Zona De Culto. Mas como eu não me sigo regras… E, afinal de contas, como eu não vejo só filmes de terror, ficção científica ou outras bizarrias, aqui fica a apresentação de “Messengers”. Não, não se trata do actual filme Norte-Americano de terror / suspense. É uma comédia Japonesa. E há já tanto tempo que não via um filme tão solto, divertido e animador, que este “Messenger” devia figurar aqui junto com as outras propostas. Naomi Shimizu (Naoko Iijima) trabalha no mundo da moda e vê-se de repente confrontada com a falência da marca de roupa para a qual trabalha e, consequentemente, o encerrar da loja da qual é relações públicas. De um momento para o outro vê-se sem casa, carro, roupas, dinheiro, tudo o que tinha sido pago pela empresa. Enquanto tenta fugir no seu carro desportivo, para que este não lhe seja também retirado, atropela um estafeta que vai a passar de bicicleta. Em alternativa à prisão, esta tem de trabalhar como estafeta para a pequena empresa de Shigekazu Yokota (Hiroyuki Yabe). Este está no hospital e alguém tem de o substituir! A relação entre Hironori Suzuki (Tsuyoshi Kusanagi), o outro sócio do pequeno negócio de estafetas, e Naomi não é das melhores. As personalidades são completamente distintas. Estas fricções, aliadas a uma pequena guerra dos nosso “heróis” com outra empresa de estafetas motorizados, conduzem a um rol de situações hilariantes. Naoko Iijima é hilariante como Naomi e Tsuyoshi Kusanagi encarna na perfeição o sério e trabalhador Suzuki. Além destes conta-se no elenco o já referido Hiroyuki Yabe, Kotomi Kyono (Yuniko Abe, namorada de Yokota), Yuzo Kayama (Makoto Shimano, um ex-policia amigo dos estafetas), Shinsuke Aoki (Noriyuki Hattori, depois de ser despedido da outra agência de estafetas, passa a trabalhar com os nossos “heróis”) e Shinsuke Kyo (Takayuki Hoaokawa, dono da agência de estafetas motorizados), entre outros. “Messengers” está recheado de 2 horas de muito humor, romance, acção e boa disposição que passam a voar (ou pedalar), pois no filme não há um único momento morno. Eu passei as 2 horas com um sorriso de orelha a orelha. Já era fã de J-Horror e agora também sou fã da comédia nipónica! Recomendo vivamente para descontrair um bocado e deixar de lado, por um momento, os filmes mais “sérios” ou esquisitos! 85% RDS